Figura marcante da luta contra a ditadura, Manuel Pedro faleceu aos 94 anos. Partido destaca coragem perante a repressão da PIDE
O Partido Comunista Português anunciou esta segunda-feira a morte de Manuel Pedro, um dos seus mais emblemáticos militantes e resistente antifascista, aos 94 anos. A notícia foi divulgada através de um comunicado do Secretariado do Comité Central, que expressou “profunda mágoa e tristeza” pela perda de uma figura central na história do partido e na resistência à ditadura.

Nascido em Lisboa a 19 de agosto de 1931, Manuel Pedro juntou-se ao PCP em 1956, numa altura em que a repressão do regime do Estado Novo tornava especialmente arriscada qualquer forma de atividade política clandestina. Três anos depois, em maio de 1959, passou a integrar os quadros de funcionários do partido, assumindo tarefas de elevada responsabilidade na luta clandestina.
A sua atividade política conduziu-o a três prisões distintas, onde totalizou 11 anos de encarceramento. Segundo o PCP, Manuel Pedro enfrentou sempre “com grande coragem o embate com os esbirros da PIDE”, demonstrando firmeza perante interrogatórios violentos e condições de detenção particularmente duras. O partido recorda-o como um exemplo de determinação e resistência.
Ao longo das décadas, a vida de Manuel Pedro foi marcada pelo compromisso com a causa comunista e pela defesa das liberdades democráticas. Depois do 25 de Abril, continuou ativo no PCP, contribuindo para a reconstrução das estruturas partidárias e para o fortalecimento das bases democráticas no país.
Na nota divulgada, o PCP transmitiu ainda “as suas sentidas condolências” às filhas, netas e bisnetos do militante, sublinhando que a memória de Manuel Pedro permanecerá ligada à luta pela liberdade, justiça social e transformação democrática de Portugal.










