Tribunal reconhece assédio escolar e impede docente de voltar a lecionar
A morte de Evaëlle Dupuis, uma aluna de apenas 11 anos, continua a marcar profundamente França vários anos depois da tragédia. A jovem foi encontrada sem vida no seu quarto, em junho de 2019, na localidade de Herblay, num caso que expôs a gravidade do assédio escolar e contribuiu para mudanças na legislação do país.
As investigações revelaram que Evaëlle vivia um verdadeiro pesadelo no ambiente escolar, sendo alvo de insultos e agressões por parte de colegas. No entanto, o caso ganhou contornos ainda mais chocantes quando surgiram denúncias de comportamentos abusivos por parte de uma professora, acusada de humilhar e gritar repetidamente com a aluna.
Um dos episódios mais marcantes ocorreu meses antes da morte, quando a docente terá obrigado Evaëlle a enfrentar os alegados agressores numa reunião, contra a sua vontade. Este momento foi descrito pela própria criança como o “pior da sua vida”. Testemunhos de vários alunos em tribunal confirmaram atitudes semelhantes por parte da professora, existindo ainda outras queixas relacionadas com a sua conduta.
Após ter sido inicialmente absolvida em 2025, a docente foi agora condenada pelo Tribunal da Relação de Versalhes. A pena inclui um ano de prisão com pena suspensa e a proibição de voltar a exercer funções como professora. A decisão reconhece oficialmente o assédio sofrido por Evaëlle e o impacto negativo das ações da docente no seu estado emocional.
Os pais da jovem receberam o veredito com algum alívio, considerando que finalmente foi reconhecido o sofrimento vivido pela filha. O caso tornou-se um símbolo da luta contra o bullying escolar em França, reforçando a necessidade de vigilância e intervenção eficaz para proteger crianças em ambiente educativo.











