A confirmação só chega para 2027, mas o impacto sentiu-se que nem uma bomba no paddock da MotoGP. Um dos nomes mais fortes da última década prepara-se para mudar de rumo, com uma escolha longe de ser consensual.
O mercado de pilotos do MotoGP voltou a provar que nada está verdadeiramente fechado enquanto não há contratos assinados. Fabio Quartararo surpreendeu tudo e todos com uma decisão que apanhou todo um paddock completamente desprevenido! Segundo noticiado, Fabio Quartararo vai mesmo deixar a Yamaha no final de 2026 e será piloto oficial da Honda nas temporadas de 2027 e 2028.
A mudança marca o fim de uma relação iniciada em 2019 e que levou o francês ao topo do motociclismo mundial. Foi com a Yamaha que Quartararo se estreou no MotoGP, conquistou o título mundial em 2021 e se afirmou como uma das referências técnicas e competitivas da grelha. No entanto, os sinais de desgaste acumulavam-se, com mais destaque para a temporada de 2025, acabando por tornar a rutura inevitável.
Yamaha bombshell! According to https://t.co/6s3XuNHoJF, Fabio Quartararo has signed a two-year deal with Honda starting in 2027 🚨✍#MotoGP pic.twitter.com/EFKI1UyEUs
— MGP1 (@mgp1official) January 29, 2026
O fim de um ciclo com a Yamaha
Aos 26 anos, Fabio Quartararo apresenta um currículo que fala por si: 11 vitórias, 32 pódios e 21 pole positions com a Yamaha M1. Números sólidos que contrastam com a perda de competitividade da marca japonesa nas últimas temporadas. Apesar de ter renovado contrato em abril de 2024, numa altura em que acreditava num forte investimento técnico, os resultados nunca acompanharam as promessas.
A Yamaha entrou num período de dificuldades técnicas claras face aos construtores europeus, sobretudo Ducati e Aprilia, e Quartararo começou a dar sinais públicos de frustração. A mudança na liderança da equipa agravou esse distanciamento. A saída de Lin Jarvis no final de 2024 e a entrada de Paolo Pavesio alteraram a dinâmica interna. Em declarações feitas no final de 2025, na Austrália, o piloto francês foi direto: a ligação mais próxima estava nos engenheiros de pista e não na estrutura diretiva.
2026: ano de transição decisivo
Antes de vestir as cores da Honda, Quartararo ainda terá pela frente a temporada de 2026 ao serviço da Yamaha. Será um ano particularmente delicado para todo o pelotão, marcado pela preparação para o novo regulamento técnico que entrará em vigor, precisamente, em 2027. As futuras MotoGP passarão a utilizar motores de 850cc com quatro cilindros em linha, uma mudança profunda que obrigará a redefinir conceitos aerodinâmicos, eletrónicos e de chassis. Resta saber até que ponto Quartararo estará envolvido no desenvolvimento da próxima geração da Yamaha, sabendo que o seu futuro já está traçado noutro construtor.
🚨 Fabio Quartararo "a décidé de QUITTER" Yamaha et "va REJOINDRE" Honda pour les saisons 2027 et 2028 de MotoGP annonce @Motorsport ! 💣🤯
— Tear Off (@TearOffFR) January 29, 2026
Selon eux, le Français a "déjà conclu un accord" pour rejoindre le Team HRC à partir de la saison prochaine ✍️
Il mettra donc fin à une… pic.twitter.com/88IB3fhHVf
Honda aposta forte
Para a Honda, a contratação de Quartararo representa bem mais do que a chegada de um campeão. É um sinal claro de ambição da equipa, depois de várias temporadas marcadas por dificuldades técnicas e resultados aquém do esperado. Com os contratos de Joan Mir e Luca Marini a terminarem no final de 2026, a equipa oficial japonesa ganha margem para um novo alinhamento para a grelha de 2027.
Mir continua a ser avaliado internamente quanto à sua motivação e capacidade de liderar um novo projeto técnico, enquanto Marini tem reforçado a sua posição junto da estrutura japonesa da marca. Ao mesmo tempo, outros nomes surgem no radar. Pedro Acosta é visto como uma aposta de futuro natural, enquanto Jorge Martín continua a ser associado à Honda após as tentativas de saída da Aprilia em meados de 2025.
Se esta aposta permitirá ao francês voltar a lutar regularmente por vitórias e títulos só o tempo o dirá. Para já, uma coisa é certa: a assinatura para 2027 já está a produzir efeitos e o MotoGP entra numa nova fase muito antes da temporada “oficial” arrancar.











