A Comissão de Grande Prémio anunciou esta semana um pacote de alterações significativas nos regulamentos do MotoGP. Após várias reuniões realizadas entre março e abril, foram confirmadas decisões que prometem mudar a dinâmica da competição, com algumas medidas a entrarem em vigor de imediato e outras a consolidarem-se com a chegada do novo ciclo técnico em 2027.
O fim da era dos ‘wildcards’ no MotoGP
A mudança que mais impacto gerou é a eliminação definitiva dos pilotos convidados (wildcards) na classe rainha. A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) confirmou que, a partir da temporada de 2027, esta figura deixará de existir, independentemente do estatuto de concessões de cada fabricante.
Esta medida coloca um ponto final nas participações especiais de lendas do motociclismo, como Dani Pedrosa. Embora o piloto da KTM tenha recentemente afirmado que não pretendia voltar a competir, a decisão retira a possibilidade de futuras aparições como convidado. A partir de 2027, um piloto de testes ou de reserva só poderá entrar em pista para substituir um piloto titular que esteja lesionado.
Restrições imediatas para 2026
Além da proibição a longo prazo, a Comissão introduziu uma restrição imediata para a próxima temporada. Em 2026, nenhum fabricante poderá utilizar wildcards com protótipos que sigam as especificações técnicas de 2027. Ou seja, qualquer participação especial permitida em 2026 terá de ser feita obrigatoriamente com as máquinas atuais, sendo proibido o uso dos novos motores de 850cc em fase de desenvolvimento.
Sistema de pressão dos pneus mantém-se
Outra decisão de relevo diz respeito à vertente técnica da competição na MotoGP. Contrariando os rumores de que o sistema de monitorização da pressão dos pneus seria descontinuado com a entrada da Pirelli como nova fornecedora, a Comissão confirmou que o controverso sistema se manterá em vigor na próxima época.
As decisões foram tomadas pelo órgão máximo, composto por Paul Duparc (FIM), Mike Webb (IRTA), Biense Bierma (MSMA) e Carmelo Ezpeleta (MotoGP SEG), contando também com a presença de diversas figuras de topo da FIM e da gestão técnica do campeonato.
Estas alterações marcam um esforço deliberado da organização para simplificar a grelha de partida na MotoGP e preparar o terreno para a revolução técnica prevista para 2027, onde o foco passará a estar inteiramente no desempenho dos pilotos e equipas oficiais.









