O regresso do Mundial de MotoGP ao Brasil, após um interregno de 37 anos, está a ser ameaçado por condições climatéricas extremas no estado de Goiás. A remodelação profunda do Autódromo Ayrton Senna enfrenta agora o seu maior teste, com as autoridades locais em alerta máximo devido ao volume de água que atingiu a região nas últimas horas.
Pista submersa em pontos críticos do GP do Brasil MotoGP 2026
A tempestade que fustigou Goiânia desde a tarde de segunda-feira deixou marcas severas na infraestrutura do circuito onde se irá realizar o GP do Brasil MotoGP 2026, com o túnel de acesso ao paddock a ficar completamente intransitável. O acumulado de água atingiu os 25 centímetros de altura em zonas de passagem, dificultando o trabalho das equipas de logística que preparam a segunda ronda da temporada de 2026. Isto dias depois do GP de Portugal também ter sido adiado.
A situação é particularmente crítica na Curva 1 do traçado, onde o asfalto ficou totalmente coberto por um lençol de água com 12 metros de extensão. As equipas de manutenção têm trabalhado ininterruptamente com camiões-cisterna para drenar as zonas alagadas, aproveitando as curtas aberturas de sol e as temperaturas próximas dos 30 graus para secar o piso e tentar que tudo esteja pronto para o GP do Brasil MotoGP 2026
Defesa Civil emite alerta de emergência na capital
Perante o agravamento das condições, a Defesa Civil de Goiânia emitiu um alerta de emergência à população, recomendando que se evitem deslocações nas áreas mais afetadas pelo risco de inundações súbitas. Equipas do Gabinete de Crise Climática estão mobilizadas nas ruas para monitorizar os pontos críticos e prestar auxílio em caso de incidentes graves provocados pela intempérie.
Apesar do cenário adverso, a organização do Grande Prémio mantém a confiança de que o GP do Brasil MotoGP 2026 terá início esta sexta-feira, conforme planeado, com os primeiros treinos livres de Moto3. Com o recente adiamento do GP do Qatar para o final do ano, existe uma forte pressão para que o evento brasileiro se realize, restando agora 48 horas para garantir a segurança total dos pilotos em pista.









