Neste momento é a incerteza que marca o início da nova temporada da MotoGP, previsto para fevereiro, com Buriram transformado em campo de refugiados e Dorna a estudar alternativas.
O arranque do Campeonato do Mundo de MotoGP 2026 está envolto numa crescente onda de incerteza. O que deveria ser a tradicional fase de pré-época em Buriram, na Tailândia, entre 27 de fevereiro e 1 de março, pode agora vir a sofrer alterações profundas devido ao conflito militar que opõe o país ao Camboja.
Royal Thai Army forces, backed by M1126 Stryker IFVs, have advanced into a residential area near the Northern #Cambodia border as clashes intensify. A Thai soldier is seen providing suppressing fire with an M2 Browning .50-cal machine gun mounted on one of the Strykers.#Thailand pic.twitter.com/JTSFyu56L8
— Richard Irakoze🇷🇼🇺🇸 (@dean_irak) December 10, 2025
Buriram deixa de ser circuito… e transforma-se em abrigo
O Chang International Circuit, que deveria estar a preparar a receção ao primeiro Grande Prémio da temporada 2026 da MotoGP, bem como dos testes oficiais de 21 e 22 de fevereiro, foi forçado a assumir um papel completamente diferente. Nos últimos dias, o circuito foi convertido num campo de acolhimento de emergência para cerca de 15.000 refugiados vindos das zonas afetadas pelos confrontos. Boxes, áreas VIP, paddock e zonas habitualmente reservadas a equipas e parceiros comerciais foram transformadas em dormitórios improvisados, cozinhas comunitárias e espaços de apoio humanitário. A administração do circuito utilizou as suas redes sociais para apelar à doação de alimentos, água, medicamentos, mantas e roupa, destacando a gravidade da situação social e humanitária na região.
Segurança é a prioridade — e pode ditar mudanças no calendário
A Dorna Sports e a FIM têm acompanhado de perto a evolução do conflito e, oficialmente, ainda não acionaram o “sinal vermelho”. Contudo, fontes próximas da organização da MotoGP admitem que vários cenários alternativos já estão em análise — desde uma mudança total do local da abertura, à simples alteração de datas. As prioridades são claras: Garantir a segurança de pilotos, equipas, comissários e adeptos; Manter a integridade logística da pré-época, incluindo transporte dos materiais e Assegurar condições adequadas de pista, algo impossível num circuito que neste momento serve como abrigo de urgência. Embora Buriram continue na lista de hipóteses, várias vozes no paddock consideram improvável que o GP da Tailândia possa receber a ronda inaugural num prazo tão curto.
Cenários possíveis para o arranque da temporada
Mesmo sem confirmação oficial, três caminhos surgem como os mais prováveis para a MotoGP:
1. Mudança completa para outro circuito dentro da mesma data
- Lusail (Qatar), Sepang (Malásia) ou Mandalika (Indonésia) surgem como candidatos naturais, por proximidade geográfica e clima favorável nessa altura do ano.
- Estes circuitos têm experiência em arrancar temporadas e acolher testes.
2. Alteração de datas, mantendo Buriram
- Apenas possível se a situação humanitária se estabilizar e se o circuito puder ser devolvido às operações desportivas.
- Este cenário é, neste momento, considerado o mais improvável.
3. Troca com outra ronda do calendário
- O Qatar, por exemplo, já recebeu o arranque da época durante vários anos e poderia regressar ao formato de abertura noturna.

(Créditos: Asian Motosport)
A MotoGP 2026 entra no ano com o maior clima de incerteza da última década. A Dorna, por seu lado, deverá tomar uma decisão nas próximas semanas, já que equipas, pilotos e fornecedores precisam de iniciar deslocações logísticas ainda em janeiro. Até lá, o arranque da nova temporada fica em suspenso — e o MotoGP enfrenta o seu maior desafio organizacional dos últimos anos.











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