O mercado de pilotos da MotoGP não para e são “bombas atrás de bombas”. Depois de Quartararo e Martin, tudo indica que terá chegado a vez de a Ducati ter encontrado novo parceiro para Marc Márquez.
Segundo informações avançadas por fontes próximas do paddock, um dos pilotos mais prometedores do atual panorama da MotoGP, terá chegado a acordo com a Ducati Lenovo Team para representar a marca italiana nas temporadas de 2027 e 2028. A confirmar-se, estamos perante uma das decisões mais significativas da era recente da MotoGP, num momento em que várias peças-chave já começaram a mexer no xadrez do campeonato. As anunciadas mudanças de Fabio Quartararo e Jorge Martín para novos projetos abriram espaço para uma reconfiguração sem precedentes, mas a possível aposta da Ducati nesta estrela em ascensão destaca-se não só pela dimensão desportiva, mas também pela componente técnica e até simbólica.
¡PEDRO ACOSTA A DUCATI!
— ESPN MotoGP (@MotoGP_ESPN) January 29, 2026
¡Dos españoles en una marca italiana! 🔥 Pedro Acosta habría firmado con Ducati para 2027 y 2028, y así Pecco Bagnaia debería buscar equipo. 👀 pic.twitter.com/kEBGPAGaPG
A aposta da Ducati num futuro imediato
Pedro Acosta, conhecido como o “Tubarão de Mazarrón”, é visto há muito como o rosto da próxima geração da MotoGP. Campeão do mundo em Moto3 e Moto2 e rapidamente competitivo na classe rainha, o espanhol mostrou talento puro, agressividade controlada e uma capacidade rara de adaptação. No entanto, as duas temporadas ao serviço da KTM ficaram bastante aquém das expectativas em termos de resultados consistentes, porém, muito por culpa das limitações e irregularidade da RC16.
A eventual mudança para a Ducati seria um salto lógico para um piloto que procura uma moto capaz de lutar regularmente por vitórias. A Desmosedici continua a ser a referência do pelotão, tanto em performance como em fiabilidade, e encaixa no perfil de um piloto que não tem receio de explorar os limites. Segundo as mesmas fontes, o acordo terá sido fechado ainda antes do arranque da época de 2026, o que revela uma jogada estratégia clara por parte da estrutura liderada por Gigi Dall’Igna: antecipar o novo ciclo técnico de 850cc e garantir talento de topo para enfrentar toda uma nova temporada, que é o que se espera da MotoGP de 2027.
Uma dupla que mete respeito… e que levanta questões
Se Pedro Acosta chegar mesmo à equipa oficial da Ducati MotoGP, tudo indica que dividirá a box com Marc Márquez. E só isto já é dizer muito. A simples possibilidade dessa dupla é suficiente para gerar expectativa no paddock — mas também algum receio. De um lado, a experiência, inteligência competitiva e instinto de campeão múltiplo; do outro, a irreverência, velocidade pura e ambição de quem quer escrever a sua própria história.
Para a Ducati, trata-se de uma combinação pensada para dominar tanto dentro como fora de pista. Desportivamente, garante dois pilotos capazes de vencer em qualquer circuito. Do ponto de vista mediático e comercial, reforça a imagem da marca como epicentro da MotoGP moderna. Ainda assim, gerir duas personalidades fortes e objetivos inevitavelmente individuais será um desafio para Davide Tardozzi e toda a estrutura da equipa.
O efeito dominó… e Bagnaia na equação
Este cenário levanta, naturalmente, interrogações sobre o futuro de Francesco Bagnaia. O bicampeão do mundo atravessou uma temporada de 2025 que ficou para esquecer e, apesar da confiança pública da Ducati numa recuperação, a eventual chegada de Acosta pode indicar uma viragem clara para o futuro em detrimento da continuidade. Com a Yamaha e Aprilia atentas a qualquer oportunidade no mercado, a situação de Bagnaia poderá tornar-se um dos próximos grandes temas, alimentando um efeito dominó que não é inédito na MotoGP.











