Treinador português reconhece que ainda precisa de se adaptar às particularidades do futebol turco e diz que não é “mágico”
Depois Após o tardio do Fenerbahçe do passado sábado, frente ao Goztepe (2-2), num jogo em que a equipa de Istambul foi para o intervalo a vencer por 2-0 e que terminou com um episódio de confusão envolvendo o presidente do clube em pleno relvado, José Mourinho reconheceu que ainda precisa de se adaptar às particularidades do futebol turco, apesar de partilhar a paixão pelo desporto que se vive no país.
“A minha paixão com o futebol, o meu amor, o meu entusiasmo nos jogos, totalmente, mas depois há outras coisas que estão fora do meu controlo, são culturais. Sou eu que me tenho de adaptar e não o contrário. Sou eu que cheguei, sou eu o estrangeiro, não vou mudar o estado das coisas. Preciso de me adaptar, não sou um mágico, sou experiente”, garantiu o treinador português durante a conferência de imprensa.
No final da partida, que correspondeu à segunda jornada da Liga turca, Mourinho sublinhou ainda a necessidade de os seus jogadores serem mais “inteligentes”, incentivando-os a adotarem estratégias para gerir o tempo, tal como fazem os seus adversários.
“Fomos demasiado ingénuos ou poetas numa Liga que não é poética. Eu digo sempre que, quando estás a vencer ao intervalo, é preciso ambição e matar o jogo. Noutros países, chamam inteligente ao antijogo e penso que os jogadores do Fenerbahçe também têm de ser mais inteligentes. Os meus jogadores têm de fazer o que os outros jogadores nos fazem a nós. Eles têm de demorar tempo, de cair no chão, de parar o jogo, de simular lesões… Precisam de fazer o que todas as equipas fazem”, rematou José Mourinho.
Com este resultado, o Fenerbahçe de Mourinho ocupa a quinta posição na Liga turca, com quatro pontos, estando a dois pontos da dupla de líderes, Besiktas e Galatasaray.











