João Félix fez esta segunda-feira a antevisão do duelo entre Portugal e Croácia, referente aos 16 avos de final do Mundial 2026. O internacional português abordou os empates frente a RD Congo e Colômbia, garantiu confiança total na equipa, comentou a possibilidade de alterações no onze e ainda deixou uma resposta bem-humorada sobre o conhecido streamer Move.
João Félix analisa o duelo com a Croácia
Portugal continua a preparar o encontro com a Croácia, marcado para a madrugada de sexta-feira, referente aos 16 avos de final do Mundial 2026. Depois dos empates frente à RD Congo e à Colômbia, João Félix garantiu que o grupo mantém total confiança e mostrou-se convicto de que a Seleção Nacional está preparada para responder no primeiro jogo a eliminar.
Como é que avaliam o jogo com a Colômbia?
“Foi um jogo complicado, como sabíamos que seria. Não é uma seleção fraca, todos sabem da qualidade. Tivemos pouco controlo, hoje vamos analisá-lo. É ver e melhorar. É o que podemos fazer”
Muitos portugueses ficaram desconfiados com os resultados. O que lhes pode dizer?
“Posso prometer é trabalho, dedicação. Que estejam tranquilos. Não é por termos empatado dois jogos que estamos menos confiantes. É o Mundial. A malta só tem de estar tranquila. Temos muita confiança de que vamos ganhar à Croácia.
Pode fazer a diferença? É um jogo que traz mais excitação?
“Conhecemos bem a Croácia, já jogámos algumas vezes contra eles. Sabemos o que temos de fazer. Até é uma mais valia, estamos habituados a vê-los jogar. É analisar a aproveitar da melhor forma. Já disse ao Move [conhecido streamer] que, se tiver do lado da baliza para onde estamos a atacar, vou roubar a peruca e metê-la. Espero que aconteça”
É preciso mudar alguma coisa ou não?
“Cabe ao mister decidir. Do primeiro para o segundo houve mudanças. Já parecia que estava tudo perfeito. No terceiro não acho que estejamos estado mal. O mister é que toma a decisão final. A malta que tem entrado tem ajudado bastante, se algúem entrar no onze vai dar a mesma resposta. Essa tem de ser a mentalidade de todos.”
No último jogo a eliminar, ficou marcado pela bola ao poste. Tem estado confiante. Momentos como aquele deixam trauma?
“Desde pequeno comecei a ir a torneios com 10 anos, o meu pai sempre me dizia para assumir seja no jogo ou penáltis. O meu pai sempre me incutiu isso. Claro que foi difícil, mas faz parte da carreira de um jogador. Ver isso como uma aprendizagem. Se tiver outro para bater vou assumir.”
Roberto Martínez disse que havia dois Mundiais. Há algum chip que muda? Elogios públicos dos seus colegas. Como ouve estas palavras?
“Sendo a eliminar há sempre aquela desconfiança, ou ganhas ou perdes. É o que o mister quer dizer. A atenção tem de ser redobrada, qualquer deslize pode ser fatal. Agora é mata ou morre. Temos de estar melhores do que o adversário. Elogios? Não gosto muito de falar de mim mesmo, é bom ouvir esses elogios de pessoas que me são próximas e pelas quais tenho carinho. É sempre bom, agradeço.”
Parceria com Cristiano Ronaldo…
“Um ano a jogar juntos é muito tempo, dá para conhecer bem o colega. Dá para perceber o que precisa, o que gosta. Acho que fazemos uma boa dupla, sabe onde gosto de receber a bola e vice-versa. É uma mais valia seja onde for.”
É mais fácil defrontar equipas europeias?
“Depende da seleção, mas sendo europeia, o estilo de jogo, a forma de encarar é semelhante. Jogamos muito mais vezes com essas. É uma mais valia. Sabemos como jogam, as qualidades e debilidades. É analisar e aproveitar bem. Temos ganho à Croácia. Temos mais vitórias. É uma mais valia, mas que isso não seja um facto para relaxar. É encarar o jogo de uma forma séria. Sabemos bem como é. É encarar com seriedade e profissionalismo.”
Cristiano Ronaldo fez os três jogos. Muito se fala do ritmo da Arábia Saudita. Consegue ver uma grande diferença de grande intensidade?
“É claro que não é a mesma, mas o campeonato é competitivo. Eu não achava antes. Intensidade? Quando vim à seleção não senti diferença para com os companheiros e adversários. Sinto-me bem. Se te preparares bem acabas por estar bem.”
Em relação à forma que atravessa, mudou alguma coisa em ti neste ano?
“Chego mais confiante do que nunca, foi uma ano incrível, feliz por termos ganho o título. Sinto-me preparado para ajudar. Estou cá para ajudar, seja 70 ou 10 minutos. No que puder ajudar, eu vou ajudar.”
O que falhou frente à Colômbia?
“Um jogo complicado, entrámos no jogo deles, tivemos pouco controlo, o que não nos favorece. Foi a principal falha. Precisamos de ter controlo. Se controlarmos ditamos os ritmos. Se não o fazemos acabamos por ter dificuldades.”
Confiança da equipa. Selecionador disse que a equipa fez uma exibição excelente, sendo que o Rúben Dias disse que não foi famosa. Isto provoca alguma confusão…
“Muitos falam, muitos dão opinião mas quem temos de ouvir é o mister. Temos de ir com as ideias dele até ao fim. O que tivermos de melhorar ele vai dizer. Tudo o que se fala à volta, o que quer que seja, é não ver. Nem tinha visto o post do Rúben. Importante é ouvir a ideia do mister”
O que mudou em si para ter estes números?
“Principalmente, já venho a dizer há muito tempo… foi ter jogado na minha posição de origem, é onde posso ajudar da melhor forma, onde consigo fazer as minhas ações com bola. O mister Jorge Jesus percebeu isso, deu confiança para tirar o melhor de mim. A vontade e o compromisso são os mesmos de antes, foi ter estado a jogar um ano inteiro na minha posição. As coisas acabam por sair bem. A minha natureza é naquela posição”.
Importância que pode ter um golo para ti nesta fase a eliminar…
“Fazer golo é sempre importante, ainda para mais agora. Mas se me disseres que ganhamos o Mundial e não faço assino já por baixo. Nunca foi o meu principal foco, sempre foi fazer o melhor para a equipa. Sempre vi o futebol assim. O futebol é visto por números, acaba por estragar. Se tudo correr bem vou fazer um golo.”
Sentes-te mais maduro?
“Sim, sem dúvida sinto-me melhor, entendo melhor o jogo, as movimentações, os momentos do jogo. Sinto que melhorei em alguns aspetos. Esta temporada foi importante, o mister Jorge Jesus ajudou muito, disse-me muitas coisas que têm sentido. Sinto-me muito mais preparado”.
Há quem diga que Portugal joga muito para trás quando devia jogar mais para a frente…
“Há momentos que podíamos ir para a frente e não vamos. Falando de mim, não posso falar pelos outros, tento jogar para a frente quando há possibilidade, tentar fazer golos, assistências. Depende do momento, como está a equipa. Depende muito do jogo. Em algumas ocasiões podíamos rasgar mais mas é com cada um.”
Croácia
“Nas últimas competições esteve bem, teve uma geração muito boa. Os jogadores não são os mesmos mas a vontade é. O país vive muito a seleção. É analisar bem. Hoje vamos analisar o jogo deles, ver o que podemos fazer. O que o mister disser que é melhor vamos tentar fazer.”
Termina a conferência de imprensa



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