O desaparecimento de Lucinete Freitas, uma brasileira de 55 anos que chegou a Portugal em abril de 2025, está a causar grande alarme. A mulher, que trabalhava como ama na Amadora, foi vista pela última vez no dia 5 de dezembro e não compareceu a uma visita a uma casa agendada para o dia seguinte.
Lucinete deixou no Brasil, em Fortaleza, o marido, José Teodoro, e o filho de 14 anos. O plano familiar era reunirem-se em Portugal no início do próximo ano. Desde o dia 6 de dezembro, a mulher não atende as chamadas nem responde às mensagens do marido.
Foram os patrões de Lucinete que, preocupados com a sua ausência e desconhecimento do paradeiro, apresentaram a queixa do desaparecimento na esquadra da PSP.
O Mistério da “Amiga” e o Algarve
José Teodoro, o marido, falou ao Correio da Manhã (CM) a partir do Brasil, expressando o seu desespero e revelando o último contacto que teve com a esposa e a grande incógnita do caso.
“Falei com a minha mulher pela última vez na sexta-feira, dia 5, em Portugal já era noite. A partir daí não faço ideia do que possa ter acontecido. Nada nas nossas conversas aponta para um desaparecimento voluntário,” disse José Teodoro.
Segundo o marido, Lucinete terá comunicado à agente imobiliária que não iria comparecer à visita da casa, justificando que iria “passar o fim de semana no Algarve com uma amiga que tinha conhecido no autocarro”.
“Nem sei o nome dela. Esse é o grande mistério, ninguém sabe quem é esta pessoa. Não sei mais nada,” lamentou José Teodoro.
Aparentemente, Lucinete já teria levado esta “mulher mistério” a casa dos patrões na Amadora, mas a sua presença não levantou suspeitas.
José Teodoro revela que tentou contactar o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Portugal para auxiliar nas buscas, mas garante ter encontrado “muita burocracia” pelo caminho, aumentando a angústia da família.










