Foram vários os intervenientes e reagir em empate de Portugal frente à República Democrática do Congo, na estreia no Mundial.
João Neves e o golo no Mundial dedicado à mãe
Declarações à LiveModeTV Portugal
“Sim, neste momento, depois do fim do jogo, é um bocado difícil de explicar e de dizer como é que eu me sinto. Porque, para mim, vocês já me conhecem, acho que passo uma imagem de que é sempre mais importante a vitória da equipa. Até posso fazer dois autogolos e nós ganharmos 3-2 que, para mim, sempre está melhor do que ser ao contrário. Mas poder vivenciar o primeiro Mundial, o primeiro golo, e ter a sorte de ter cá a minha família, de os trazer cá, é sempre especial”.
“Vejo o meu pai na bancada, vejo a minha namorada, a minha mãe não, como vocês sabem, mas eu sei que ela está sempre comigo e por isso é que apontei para o céu. O meu primeiro golo no Mundial foi para ela. É sempre bom tu teres as pessoas que mais amas aqui e poder fazê-las aproveitar o que tu consegues dar ao país inteiro e a eles em especial”
Declarações à Sporttv
“O mais importante é a forma como jogamos. Isso vai fazer a diferença a longo prazo. Estou muito confiante no que fizemos. Vamos melhorar e continuar a fazer as coisas boas que fizemos”.
“Fizemos um grande jogo a controlar o jogo com bola. Ao intervalo falámos de fazer posses de bola longas, mas depois tentar concretizar, chegar a zonas de finalização. Se calhar relaxámos nesse aspeto, depois do primeiro golo. Na segunda parte tivemos mais oportunidades, e vamos trabalhar agora para o próximo jogo, para fazermos mais golos”.
“Sabemos o que o Cristiano fez pela nossa Seleção e pelo futebol. Sinto que é mais um para ajudar, não é diferente. Jogou muito bem, toda a equipa fez um jogo excelente. Não é este empate que nos vai atirar abaixo. Pelo contrário, vai fortalecer-nos. Vamos fazer mais ocasiões, fazer mais golos”.
Tomás Araújo sobre o golo do empate: “Tenho de estar melhor”
“Houve muito passe lateral e para trás. Não conseguimos criar muito perigo. A segunda parte mudou um bocadinho, criámos algumas ocasiões, mas foi insuficiente. E depois sofremos um golo de bola parada que não pode acontecer. O homem entrou ali nas minhas costas. Tenho de estar melhor, falar também com eles. Vamos trabalhar nisso…”
“Tivemos muita bola, mas não conseguimos criar, perante o bloco baixo e a linha de cinco. Faltou circular melhor a bola, conseguir jogar entre linhas”.
“É o início, ainda falta muito. Temos muita confiança em nós. Confiem em nós que vai correr bem (…) (a lesão) Foi aqui no [músculo] posterior, mas em princípio está tudo bem”.
Nélson Semedo: “Acreditem em nós”
“Sabemos da responsabilidade e qualidade que temos, e por isso queremos sempre ganhar, hoje não foi possível, de certeza que daremos boa resposta nos próximos jogos”
“Não podemos medir a qualidade do coletivo quando um jogo corre menos bem, o nosso trajeto tem sido bom, fizemos boa qualificação para o Mundial. Podemos sempre tirar aspetos positivos quando não ganhar e também podemos tirar aspetos negativos quando ganhamos, há sempre coisas a melhorar, acho que sabemos quais são e vamos começar a trabalhar amanhã para podermos melhorar isso e para no próximo jogo nos apresentarmos da melhor maneira”.
(Sobre os adeptos) “Percebo o lado deles, quando era miúdo também estive do lado deles… Foi o primeiro jogo de uma competição larga, temos dois jogos ainda e tenho a certeza que vamos fazer bom trabalho, por isso, dizer-lhes que acreditem em nós para lhes darmos alegrias”.
Cristiano Ronaldo após o empate na estreia: “O futebol é isto”
“O que faltou? Não faltou nada, o futebol é isto. Portugal poderia ter ganho, mas também poderia ter perdido. Dava para os dois”
“Não era o arranque que queríamos, mas isto está longe de ter acabada. cabeça levantada e foco no próximo jogo.”, escreveu, depois, nas redes sociais.
João Félix: “Vamos melhorar”
“Entrámos bem, em cima deles. Nos primeiros 3 minutos o Congo nem tocou na bola. Fizemos o golo e a partir daí abrandámos um bocadinho, conseguimos manter a bola, mas mais no meio-campo, o que é um risco.”
“Na segunda parte ajustámos, conseguimos colocar mais gente na área que é importante nestes jogos”.
“É melhorar, ver o que não fizemos bem e tentar reagir. Vamos melhorar. O primeiro jogo é sempre difícil. Eles estão a jogar pelo país deles. Se para nós é um sonho, para eles é mais. O congo e o Uzbequistão não são fáceis”.
Gonçalo Ramos: “Martínez pediu-me para jogar atrás do Cristiano”
“A verdade é que começámos bem o jogo, marcámos um golo muito cedo, mas acho que acabámos de certa forma por relaxar e não procurar o segundo e terceiro golos, como deveríamos ter feito. A verdade é que também defrontámos uma boa equipa, mas isso não serve de desculpa. Sabemos que numa competição como esta não podemos relaxar nem acomodar-nos com o resultado de um golo ou mesmo até de dois, com a qualidade que temos, temos de procurar marcar dois ou três golos, uma vantagem verdadeiramente confortável, e só a partir daí tentar gerir o jogo, porque uma vantagem de um golo nunca é confortável. Ainda mais numa competição destas, onde todas as equipas podem fazer mossa e em qualquer jogada, bola parada ou ressalto pode surgir um golo da equipa adversária”.
“Martínez pediu-me acima de tudo para jogar atrás do Cristiano, ajudar também a defender no meio-campo, mas na parte final o jogo estava mais partido, não é o tipo de jogo que nós queremos jogar, porque ficamos mais expostos, é o tipo de jogo que se calhar interessa mais às outras equipas, porque conseguem ferir-nos em qualquer jogada ou momento. Queremos um jogo em que tenhamos o controlo total, e na parte final já não era benéfico e eu, que entrei, não tive as oportunidades que queria. Mas estamos cá, a competição é longa e normalmente quem ganha não começa bem, vamos acreditar nisso…”
“Estamos preparados para qualquer formação, estamos cá para ajudar e para ajudar Portugal, é o mais importante”.
Rafael Leão: “Um ponto que é muito importante”
“Nos primeiros 20 minutos controlámos o jogo, fizemos o golo cedo. Se calhar com a ansiedade de procurar o segundo perdemos o controlo e o RD Congo tornou-se mais perigoso”.
(Mensagem ao intervalo) “Disse para sermos mais objetivos, menos passes e procurarmos os jogadores lá na frente em boa posição para fazerem a diferença. Tentámos mesmo depois da pausa e da primeira parte, mas Congo mostrou solidez defensiva, conseguiu bloquear as nossas jogadas.”
“Sabemos que somos Portugal, mas respeitamos os adversários. As situações do jogo ditaram o empate do RD Congo. Continuámos a lutar até ao final do jogo, não fomos felizes.”.
“A partir de amanhã vamos trabalhar nisso. Com certeza no próximo não podemos cometê-lo porque nos custou o empate”.
“Se não tentar nunca vou conseguir fazer, tentei, algumas não correram bem, outras correram. Irei continuar a fazer assim para ajudar com dribles ou passes. O mais importante hoje eram os três pontos, que faltaram.”.
“É levantar a cabeça, conseguimos um ponto que é muito importante. Vamos para o segundo jogo para controlar um jogo durante um maior período de tempo, colocar os jogadores em condições de fazer a diferença e conquistar os três pontos”.
“Ainda faltam mais dois jogos em que podemos fazer a diferença e seguir em frente, é descansar, focar no que não correu tão bem e entrar com tudo no próximo jogo.”
João Cancelo: “Empate que sabe a derrota”
Declarações à SIC
“Controlámos o jogo com posse de bola, mas não tivemos tantas oportunidades para marcar. Temos de criar mais. Houve momentos em que nos precipitámos, e isso deu contra-ataques para o adversário. Temos de levar isso deste primeiro jogo.”.
“Quando se sofre um golo há sempre um abanão. Não há jogos fáceis, o Congo tinha a ligação bem estudada, com uma linha de cinco. Sabiam bem os nossos pontos fortes e fracos, cabia-nos fazer melhor”.
“Há grandes selecões, muito fortes. Não vamos esconder que somos uma delas, mas termos de fazer mais, não conseguimos ganhar, temos de levar esta lição”.
“Foi mais a precipitação com bola em alguns momentos. Marcámos o golo e tivemos mais 15 minutos a jogar bem, mas não criámos oportunidades. Precipitámo-nos no último terço”.
“Faz parte da nossa vida. É um empate que sabe a derrota. Queríamos ganhar, não só por nós, por tudo o que envolve este grupo. Não conseguimos, falhámos, temos de meter os pés bem assentes na terra e corrigir os erros.”
Declarações à Sporttv
“Acho que, com o golo que eles marcaram, de bola parada, devíamos ter criado mais alguma coisa na segunda parte, manter mais a posse de bola até abrir o espaço que precisávamos, acho que a equipa precipitou-se nalgumas bolas, deu contra-ataques perigosos. Parabéns ao Congo, fizeram bom jogo, éramos favoritos neste jogo, mas o futebol é assim e hoje já não há seleções fáceis.”
“Acho que soubemos gerir pelo facto de mantermos a bola, na primeira parte tivemos boa posse, mas faltou criar alguma coisa mais, para podermos finalizar, os avançados não criaram grandes ocasiões e compete-nos a nós, laterais e médios, criar para ter oportunidades. Foi um jogo atípico, temos de criar mais com bola, ter mais oportunidades para finalizar.”
“É um mundial, todas as equipas têm muita qualidade, vimos o Espanha-Cabo Verde, os espanhóis também eram favoritos e empataram, temos de manter pés assentes na terra, e continuar a trabalhar como temos feito. Como disse, temos força maior lá em cima connosco, que é o Diogo Jota, e temos de lutar por nós e por ele.”
“No próximo jogo só conta ganhar, suplentes, titulares, todo o grupo tem de estar unido, nas dificuldades é que aparecem as grandes equipas.”










