A bielorrussa Aryna Sabalenka, atual número um do ranking mundial e figura dominante do circuito WTA, assumiu uma posição clara no sensível debate sobre a inclusão de atletas transgénero no desporto feminino.
Numa conversa franca com Nick Kyrgios, num podcast de antevisão ao duelo de exibição entre ambos, a tenista defendeu que a biologia confere uma vantagem inultrapassável.
Sabalenka, que venceu quatro títulos do Grand Slam, argumentou que a participação de mulheres transgénero (que passaram pela puberdade masculina) desvirtua a competição justa.
“É uma pergunta difícil e não tenho nada contra elas, mas sinto que teriam uma grande vantagem sobre as restantes”, começou por explicar. “Não creio que seja justo que as mulheres enfrentem homens biológicos.”
A líder do ranking mundial aprofundou o raciocínio, focando-se no esforço das atletas: “Não é justo que uma mulher tenha trabalhado toda a vida para chegar ao limite e depois tenha de enfrentar um homem que é biologicamente muito mais forte. Não concordo com isto no desporto.”
Nick Kyrgios, que ouvia atentamente, concordou de imediato com a colega, afirmando que Sabalenka “acertou em cheio” na sua análise.
Atualmente, as regras da WTA permitem a participação de mulheres transgénero se estas tiverem declarado o género feminino por um mínimo de quatro anos e mantiverem os níveis de testosterona abaixo de um certo limite nos últimos 24 meses.
A Nova “Batalha dos Sexos”
Esta troca de impressões surge no aquecimento para um evento inédito. No próximo dia 28 de dezembro, no Dubai, Sabalenka e Kyrgios vão defrontar-se numa moderna “Batalha dos Sexos”.
Para tentar equilibrar o encontro entre a número 1 feminina e o tenista australiano (que jogou pouco em 2025 devido a lesões), foram definidas regras especiais:
- O jogo será à melhor de três sets (com super tie-break no terceiro).
- Cada tenista terá direito a apenas um serviço (para minimizar o impacto do poderoso saque de Kyrgios).
- A metade do court defendida por Sabalenka será mais pequena.







