Tadej Pogacar, o homem que redefiniu o ciclismo moderno, fez um aviso “assustador” à concorrência.
Durante o ‘Media Day’ da UAE Team Emirates, realizado em Alicante (Espanha), o tetracampeão do Tour de France e vigente campeão Mundial e Europeu afirmou que, para a temporada de 2026, “não precisa de melhorar” para cumprir os seus objetivos.
“Dar-me-ei por satisfeito se mantiver o nível atual”, disparou o esloveno, consciente de que a sua forma recente roça a perfeição.
Paris-Roubaix vale mais que o 5.º Tour?
A grande bomba das declarações de Pogacar prende-se com as suas prioridades. Embora o calendário para 2026 inclua o ataque ao quinto Tour de France (que lhe permitiria igualar o recorde histórico), o esloveno confessou que sente um apelo maior pelas provas que ainda não venceu, nomeadamente o “Inferno do Norte”.
“Preferia ganhar a Paris-Roubaix antes de um novo Tour, porque esse já o ganhei quatro vezes”, admitiu, embora ressalvando que igualar o recorde na ronda francesa também o motiva.
“Se alguma vez ganhar a Milão-San Remo e a Paris-Roubaix, acho que já não há muito mais que se possa fazer… mas há sempre algo mais”, refletiu.
O calendário provisório do astro inclui as clássicas Strade Bianche, Milão-San Remo, Paris-Roubaix e Liège-Bastogne-Liège. Sobre a presença na Vuelta a España ou no Giro d’Italia, deixou a porta entreaberta: “Logo se vê”.
Elogios a João Almeida e Del Toro
Pogacar reiterou que não está obcecado em vencer as três Grandes Voltas na mesma época, lembrando que a UAE Team Emirates tem um plantel de luxo para dividir as conquistas. Foi aqui que o esloveno destacou o português João Almeida e a jovem pérola mexicana Isaac del Toro.
“No meu a equipa há corredores de grande nível, como Del Toro ou João Almeida, para repartirmos os êxitos”, sublinhou.
Sobre o mexicano, Pogacar foi particularmente elogioso: “Tem a sua própria forma de correr e o seu estilo. Já o admiro como ciclista e como pessoa”.
A Dificuldade de se Manter no Topo
Apesar da aparente facilidade com que acumula vitórias, Pogacar confessou o desgaste da fama e da exigência.
“Foi fácil chegar ao topo, mas é muito mais complicado permanecer lá”, desabafou, explicando que o segredo do seu rendimento reside numa planificação cirúrgica: “Tenho a sorte de poder escolher corridas e de dizer que não a alguma se sentir que não poderei render na seguinte.”
Com a mira apontada a 2026, Pogacar parece mais tranquilo do que nunca, uma serenidade que deve preocupar (e muito) o resto do pelotão.




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