A três semanas do arranque do Dakar 2026, Sébastien Loeb faz o ponto de situação.
A lenda do WRC prepara-se para a sua 10.ª participação na prova rainha do todo-o-terreno, ainda à procura daquela vitória que teima em escapar. Em entrevista ao portal Motorsport.com, o piloto francês da Dacia mostra-se confiante, detalha as correções técnicas no carro e avisa que não haverá ordens de equipa enquanto a vitória estiver ao alcance.
Apesar de um início de 2025 difícil, Sebastien Loeb terminou a época em alta (venceu o Rali de Marrocos) e garante que a equipa chega à Arábia Saudita num patamar superior. “No ano passado, chegámos ao Dakar sem estarmos 100% prontos. Acho que estamos mais preparados do que no ano passado e teremos de tentar juntar todas as peças”, afirmou.
Recordemos que no Dakar 2025, Sebastien Loeb viu-se obrigado a desistir. Pode saber tudo aqui.
Os problemas dos 48 Volts e o desgaste dos pneus
O desenvolvimento do novo Dacia Sandrider não foi isento de dores de crescimento. Loeb revelou que o maior quebra-cabeças técnico foi o sistema de refrigeração eletrónico. “O que foi complicado foi resolver os problemas das ventoinhas eletrónicas… geri-las com sistemas de 48 volts é complexo”, explicou, detalhando que foi necessário criar estratégias automáticas para o caso de o sistema ingerir areia, permitindo que as ventoinhas parassem e reiniciassem sozinhas.
Outra prioridade absoluta foi a gestão dos pneus, considerado o “calcanhar de Aquiles” do carro anterior (o Prodrive Hunter). A equipa descobriu que os escapes estavam a aquecer excessivamente os pneus traseiros, causando furos frequentes, algo que foi corrigido no novo Dacia, juntamente com alterações no sistema de suspensão e amortecedores.
Duelo com Al-Attiyah e a chegada de Lucas Moraes
A Dacia vai apresentar-se com uma estrutura pesada de quatro carros, juntando o brasileiro Lucas Moraes ao trio composto por Sebastien Loeb, Nasser Al-Attiyah e Cristina Gutiérrez. Para o francês, a adição de mais um carro traz mais dados e experiência partilhada, fortalecendo o grupo.
Questionado sobre se haverá liberdade para lutar contra Al-Attiyah até ao fim, Sebastien Loeb foi perentório: “Acho que sim. Se estivermos taco a taco e a lutar até ao fim, então lutaremos até ao fim. Enquanto sentirmos que temos hipóteses, não vamos desistir.”
Sebastien Loeb esclareceu que as ordens de equipa para ajudar um colega só surgirão se um dos pilotos estiver “completamente fora da luta”, apontando para uma diferença temporal de, pelo menos, uma hora e meia para o líder da prova.
A “obsessão” pela vitória e o fator sorte
Após vários segundos lugares, Loeb mantém os pés no chão, admitindo que, no Dakar, a competência técnica e a velocidade não chegam.
“Há ralis que perdi por erros meus e há ralis que perdemos por falta de sorte”, refletiu o piloto. “É preciso ter um pouco desse fator sorte do nosso lado para que as coisas resultem. Claro que seria ótimo ganhar, mas só há um vencedor por ano.”
Sobre o percurso de 2026, que não passará pelo temível “Empty Quarter”, Loeb desvalorizou, lembrando que a organização consegue encontrar dunas difíceis noutros locais, mas deixou um desejo expresso: “Espero que não haja necessariamente mais pedras, por causa dos furos. Às vezes é frustrante estar a conduzir a 2 km/h e mesmo assim furar.”











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