Aos 41 anos, e antes de iniciar uma nova temporada na Ferrari, Lewis Hamilton é um dos nomes que ficará para sempre na história da F1.
Lewis Hamilton celebra esta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, o seu 41.º aniversário. Um marco simbólico, mas importante, para um piloto que não só resistiu à passagem do tempo, como continua a ser uma das figuras mais influentes, competitivas e reconhecidas da história da F1. Antes de vestir de vermelho e iniciar o seu segundo ano na Ferrari, vale a pena olhar para os recordes e números que ajudam a contextualizar a dimensão da sua carreira. Desde a estreia fulgurante em 2007, ao volante da McLaren, até à longa era de domínio com a Mercedes, Lewis Hamilton construiu um percurso raro num desporto onde a longevidade ao mais alto nível é exceção.
Happy Birthday to 8 Time World Champion Sir @LewisHamilton pic.twitter.com/ObEemqO5Q1
— David Gomez (@DizzyBucket24) January 7, 2026
Um palmarés que fala por si
Lewis Hamilton é, juntamente com Michael Schumacher, o piloto mais titulado da história da F1, com sete campeonatos do mundo. Se esse recorde é partilhado, muitos outros pertencem exclusivamente ao britânico, de onde se destacam:
- 105 vitórias em Grandes Prémios (recorde absoluto);
- 202 pódios (recorde absoluto);
- 104 pole positions (recorde absoluto);
- Mais de 4 860 pontos somados em campeonatos do mundo;
- Mais de 5 400 voltas lideradas em corrida;
- 16 temporadas consecutivas com pelo menos uma vitória;
- 176 partidas da primeira linha da grelha;
- 9 vitórias no mesmo circuito, em Silverstone, outro recorde isolado;
- 31 circuitos diferentes com vitórias;
- 36 circuitos diferentes com pódios.
A estes números junta-se ainda um feito raríssimo: Hamilton terminou todas as épocas da sua carreira na F1 dentro do top 10 do campeonato, algo que reforça a sua regularidade independentemente da competitividade do carro.
A estreia que anunciou um fenómeno
O impacto de Lewis Hamilton fez-se sentir desde o primeiro ano. Em 2007, como rookie, venceu quatro Grandes Prémios, subiu ao pódio nove vezes e lutou pelo título até à última corrida. Esse desempenho valeu-lhe vários recordes de estreante, alguns ainda por igualar, e confirmou que a F1 tinha encontrado uma nova referência. Um ano depois, em 2008, conquistou o seu primeiro título mundial, tornando-se então o campeão mais jovem da história — recorde que só mais tarde seria batido.
A era Mercedes e a construção de um domínio
Foi na Mercedes que Lewis Hamilton atingiu outra dimensão. Entre 2014 e 2020, venceu seis campeonatos do mundo com a mesma equipa, algo apenas comparável aos períodos mais dominadores de Schumacher na Ferrari ou de Sebastian Vettel na Red Bull. A parceria Hamilton–Mercedes tornou-se uma das mais bem-sucedidas da história do desporto motorizado, com mais de 240 Grandes Prémios disputados juntos, um número recorde para uma dupla piloto-equipa.
Ferrari, idade e o peso da expectativa
A mudança para a Ferrari trouxe um novo tipo de desafio e um que na primeira temporada não podemos dizer que correu bem. Aos 41 anos, Hamilton e numa fase de transição para um novo regulamento, Lewis Hamilton procura melhores resultados com ainda maior pressão depois do “falhanço” que foi a temporada de 2025. Ainda assim, Lewis Hamilton chega a esta fase com algo raro: nada a provar, mas muito a acrescentar.
Happy birthday Lewis Hamilton 🎂
— La Gazzetta Ferrari (@GazzettaFerrari) January 7, 2026
🏆 7 Championships
🏁 105 Wins
🥉 202 Podiums
🐐 6 Grand Slams
🟪 104 Pole Positions pic.twitter.com/Ts4erYgdKt
Um nome já inscrito na história — e ainda em movimento
Mais do que estatísticas, Lewis Hamilton representa uma mudança estrutural na F1: na forma como os pilotos gerem a carreira, na longevidade ao mais alto nível e na relação entre desempenho, imagem pública e ativismo fora da pista. Aos 41 anos, o britânico não corre contra o tempo, mas sim contra a própria história, tentando expandir limites que ele próprio ajudou a definir.











