O vírus gástrico forçou o isolamento de seleções em Milão-Cortina e enviou 19 crianças ao hospital em Coimbra.
Enquanto o hóquei feminino enfrenta adiamentos em solo olímpico, Portugal regista dezenas de casos em ambiente escolar.
O arranque dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina – que contam com 3 portugueses – está a ser marcado por um surto de norovírus que já afetou diretamente as competições de hóquei no gelo. No entanto, o alerta não se limita a Itália: em Portugal, um surto escolar em Coimbra obrigou dezenas de crianças a receber cuidados médicos, confirmando a rápida propagação deste vírus altamente contagioso.
O impacto nas Olimpíadas: Seleções isoladas e jogos adiados
Até ao momento, cinco casos de infecção por Norovírus foram confirmados entre as equipas de hóquei feminino, com a Finlândia e a Suíça a serem as nações mais castigadas. O cenário obrigou a medidas drásticas na Vila Olímpica:
- Finlândia: O jogo contra o Canadá foi adiado a 5 de fevereiro após 13 elementos da comitiva finlandesa apresentarem sintomas ou serem colocados em quarentena.
- Suíça: Uma atleta testou positivo e foi isolada de imediato. Por precaução, toda a seleção suíça falhou a cerimónia de abertura dos Jogos, embora já tenha recebido “luz verde” para competir este domingo após avaliação médica.
O Comité Olímpico Internacional (COI) descarta, para já, um surto generalizado, tratando os casos como episódios pontuais e controlados.
O surto em Portugal: Emergência em Coimbra
Quase em simultâneo com os incidentes olímpicos, Portugal registou um foco de infeção por Norovírus numa escola em Coimbra. Segundo Miguel Antunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, as crianças já receberam alta hospitalar. Contudo, foram registados outros casos na mesma escola que, embora não tenham exigido hospitalização, confirmam a agressividade da transmissão em espaços fechados.
Um vírus reincidente no desporto
Esta não é a primeira vez que o norovírus assombra o desporto de inverno. Em 2018, nos Jogos de Pyeongchang, cerca de 200 pessoas foram infetadas, a maioria pessoal de segurança, forçando a intervenção de militares para garantir o funcionamento do evento.
Em 2026, a ordem entre os atletas na Vila Olímpica de Milano-Cortina é de vigilância máxima: lavagem constante das mãos e uso de máscaras em áreas comuns, como refeitórios, são agora ferramentas vitais para evitar que o Norovírus se torne o maior protagonista desta edição das Olimpíadas.







