Treinador e capitão da equipa verde e branca estiveram presentes em conferência de imprensa de antevisão à partida decisiva da maior prova de clubes na Europa.
Nuno Dias: “Tem de roçar a perfeição”
O treinador de futsal do Sporting, Nuno Dias, advertiu hoje que a equipa só pode aspirar a disputar o título de campeão europeu no domingo, se “roçar a perfeição” nas meias-finais de sexta-feira frente aos bicampeões espanhóis do Cartagena.
“Vai ser difícil, vai ser nos detalhes, como normalmente são os jogos quando se chega a esta fase da competição. O Sporting tem de roçar a perfeição. Se não roçar a perfeição, não vai conseguir ser capaz de ultrapassar este adversário”, afirmou o técnico, na conferência de imprensa de antevisão da partida frente ao Cartagena, que abrirá a ‘final four’ da Liga dos Campões, na localidade italiana de Pesaro.
Nuno Dias garantiu que, “antes de pensar no domingo”, a equipa está “muito mais focada no jogo da meia-final, que é o mais importante”, até porque os ‘leões’ enfrentarão uma equipa “com grandes qualidades” e na qual é difícil identificar pontos fracos.
“Uma equipa que é bicampeã de Espanha não pode ser uma equipa qualquer. Merece da nossa parte o máximo respeito e uma grande preocupação nas análises. Muitas são as coisas boas que fazem”, disse, acrescentando que, pelo contrário, “não há muito por onde escolher” para encontrar fragilidades a explorar.
Apontando que o Sporting tentará “encontrar algumas coisas” para aproveitar a seu favor, o treinador insistiu que o Cartagena é “uma equipa com muita qualidade, individual e coletivamente”, na qual “não é possível visualizar muitos erros”, pelo que a equipa portuguesa tentará aproveitar “os momentos em que for melhor” em campo, sabendo que, a este nível, “este tipo de jogos são decididos com pormenores, com detalhes”, e, “por um palmo, por meio segundo, por centímetros, consegue-se uma vantagem”.
Depois de, na edição da época passada da ‘final four’ da Liga dos Campeões, o Sporting ter perdido o encontro de atribuição do terceiro lugar precisamente frente a esta equipa do Cartagena, Nuno Dias garante que não há “nenhum sentimento de vingança ou acerto de contas”.
“Foi um jogo muito bem disputado, conseguiram o terceiro lugar num jogo muito equilibrado, que premiou o Cartagena nas grandes penalidades. Queremos é fazer o nosso trabalho bem feito e amanhã [sexta-feira] aproveitar todas as oportunidades que tivermos”, afirmou.
Por seu lado, o avançado ‘leonino’ Merlim, que vai disputar a sexta ‘final four’ consecutiva da Liga dos Campeões europeus de futsal, disse que “é sempre um prazer estar nestes grandes palcos, nestas decisões”, pois “são estes jogos, contra grandes equipas”, que o Sporting pretende disputar e com o objetivo declarado de vencer, pois “é esse o ADN da equipa”.
Merlim, brasileiro naturalizado italiano, também assumiu “muito respeito pelo adversário”, garantindo que a equipa está para já apenas focada na partida da meia-final antes de pensar “num eventual final no domingo”, e disse ter “a certeza de que vai ser um grande jogo”.
O Sporting começa na sexta-feira a disputar a ‘final four’ da Liga dos Campeões de futsal, em busca do terceiro título europeu, com o Palma Futsal a ser o grande candidato, depois da vitória nas últimas três edições.
Os ‘leões’ têm sido uma presença constante nas meias-finais da ‘Champions’, às quais chegaram em nove das últimas 10 edições, apenas falharam em 2019/20, e alcançaram mesmo cinco finais, vencendo as edições de 2018/19 e 2020/21.
O primeiro adversário do Sporting em Pesaro, em Itália, será o Cartagena, que está pela segunda época consecutiva nas meias-finais, nas quais caiu na estreia em 2024/25, mas acabou por bater os ‘leões’ no encontro de atribuição do terceiro lugar, por 3-1 no desempate por grandes penalidades, após uma igualdade a dois golos.
João Matos: “Vou dar tudo”
O experiente capitão verde e branco também fez a antevisão ao encontro, e deixou claro o desejo dos leões para voltar a conquistar a prova.
Emoção e responsabilidade do encontro:
“Tenho noção da importância do jogo, bem como noção da responsabilidade, mas acho que um pouco de nervosismo faz parte, é saudável, é bom e é importante. Tanto eu, como o Nuno [Dias, o treinador], como praticamente todo o plantel do Sporting, estivemos em todas as grandes decisões. O nervosismo faz parte da importância de um jogo destes, mas estamos mais do que rotinados e mais do que calejados para jogos deste nível. Será a oitava final de Champions, já com muitas finais de campeonatos europeus e mundiais, pelo que, embora a rotina não nos acalme, traz-nos algum conforto e alguma noção do que é estar nos grandes palcos. Além disso, apesar de ser um jogo de extrema importância, muito importante para o Sporting e para os sportinguistas, há que manter a calma e o foco naquilo que é essencial para o jogo”.
De que forma esta final pode ser especial para quem já tanto jogo importante e decisivo disputou?
“A diferença tem a ver com a maturidade que trago e com a experiência que trago desde 2006. Agora, os sentimentos são os mesmos de 2006 [primeira final internacional]. A entrega, a ambição e o querer são os mesmos. Desde 2006 até hoje, tudo o que eu puder entregar para ajudar o Sporting a ganhar, vou fazer. Será assim se jogar 40 minutos, se jogar 10, se não jogar, se estiver no banco, se estiver na bancada. Vou dar tudo aos meus colegas e ao Nuno e ao resto da equipa técnica. Todas as minhas energias serão focadas para vencer, apoiar, motivar e puxar pela energia dos meus colegas. Isto é a minha identidade, são os meus valores. Não vou fugir disso e agora, com mais experiência, mais maturidade e mais gestão das minhas energias e da minha intensidade, darei tudo o que tenho para que o Sporting ganhe”.
Lotação esgotada em Pesaro:
“Em qualquer ponto da Europa ou do Mundo, há sportinguistas a apoiar-nos. A exceção foi o ano do covid, mas, de resto, o apoio foi sempre tremendo. Este ano não fugimos a esta regra. É muito por eles que vamos lutar por mais uma Champions e espero que, no final, possamos festejar todos juntos”.






