A poucos dias da estreia de Portugal no Mundial 2026, Gonçalo Ramos e Nuno Mendes protagonizaram uma longa conversa no podcast ‘watch.tm, de Pedro Teixeira da Mota. Entre histórias da Seleção, bastidores do PSG e opiniões sobre o futebol atual, os dois internacionais portugueses deixaram várias revelações curiosas.
Do Sporting ao balneário do PSG
Um dos momentos mais inesperados surgiu quando Gonçalo Ramos recordou a derrota do PSG frente ao Sporting, admitindo que o resultado deixou marcas no balneário parisiense. O avançado confessou, em tom descontraído, que o plantel francês ficou a “odiar o Sporting” depois do desaire em Alvalade.
A conversa passou também por uma história envolvendo Vitinha e Marc Cucurella. Segundo Gonçalo Ramos, o médio português prometeu pagar a quem puxasse o cabelo ao internacional espanhol. Meses mais tarde, João Neves terá lembrado a dívida ao compatriota, arrancando gargalhadas aos presentes.
Cristiano Ronaldo e os bastidores da Seleção
Cristiano Ronaldo também foi tema inevitável. Gonçalo Ramos revelou alguns momentos descontraídos durante as viagens da Seleção, explicando que vários jogadores costumam jogar cartas no chão do avião enquanto o capitão português descansa ou organiza o seu equipamento.
Outro episódio curioso envolveu a seleção da RD Congo. Segundo Ramos, após a conquista da Liga dos Campeões pelo PSG, o presidente congolês dirigiu-se aos portugueses do clube com uma previsão peculiar: Portugal perderia frente à RD Congo, mas acabaria por conquistar o Mundial 2026. A resposta de Nuno Mendes foi imediata: “Assinava já por isso.”
VAR continua a dividir opiniões
Os dois jogadores mostraram-se igualmente críticos em relação a alguns aspetos da arbitragem moderna. Gonçalo Ramos admitiu que tem dificuldades em compreender análises de VAR que se prolongam durante vários minutos sem que exista um erro claro na decisão inicial.
Nuno Mendes concordou e acrescentou que os festejos dos golos já não são vividos da mesma forma. Segundo o lateral, muitos jogadores marcam e ficam imediatamente à espera da validação da equipa de arbitragem, enquanto Ramos recordou golos anulados frente a Manchester City e Barcelona que o deixaram em suspense durante largos instantes.
Nem as pausas escaparam
As pausas para hidratação também mereceram críticas da dupla. Gonçalo Ramos admitiu que só encontra verdadeira utilidade à medida em condições extremas, recordando jogos disputados sob temperaturas próximas dos 40 graus durante o Mundial de Clubes.
Nuno Mendes concordou com o companheiro e sugeriu que algumas destas medidas podem estar relacionadas com a adaptação dos jogadores às condições que encontrarão em futuras grandes competições. Entre brincadeiras, histórias de balneário e opiniões fortes, a conversa acabou por oferecer um raro olhar sobre os bastidores da Seleção e do PSG.










