Comentário de Jason Wilcox não agradou ao técnico português
A relação entre Rúben Amorim e Jason Wilcox, diretor para o futebol do Manchester United, terá ficado irremediavelmente comprometida poucos dias antes do encontro frente ao Leeds, segundo revelou este sábado o jornal britânico The Sun.
De acordo com a publicação, Wilcox terá sido ouvido nos corredores do centro de treinos de Carrington a afirmar que era ele o verdadeiro “manager” dos red devils, classificando o treinador português apenas como “coach”. O comentário, proferido dois dias antes da partida, terá sido mal recebido por Amorim e agravou de forma significativa o clima de tensão entre ambos.
A situação terá escalado na reunião de preparação para o jogo com o Leeds, quando o dirigente questionou a ideia de jogo do técnico luso e lhe terá dito que não possuía o mesmo estatuto de nomes consagrados como Tuchel, Conte ou Mourinho. A administração do clube terá tomado o partido de Wilcox, lembrando que o diretor para o futebol se encontra hierarquicamente acima do treinador e que tem legitimidade para intervir e dar feedback sobre o trabalho da equipa técnica.
Após o empate 1-1 em Elland Road, Amorim deixou transparecer publicamente o seu desagrado, utilizando por diversas vezes a palavra “manager” na conferência de imprensa. O português sublinhou que tinha sido contratado para assumir a liderança total do projeto desportivo e não apenas para orientar os treinos, recordando ainda que o acordo estabelecido previa um período de 18 meses à frente da equipa principal.
“Vim para aqui para ser o manager do Manchester United, não para ser o treinador do Manchester United. E isso é claro. Sei que o meu nome não é Tuchel, não é Conte, não é Mourinho, mas sou o manager do Manchester United. Só quero dizer que sou o manager desta equipa, não apenas o treinador. Fui muito claro quanto a isso. E isto vai durar 18 meses e depois todos seguirão em frente. Era este o acordo. E será assim durante 18 meses, ou até que a Direção decida mudar. Não vou desistir. Farei o meu trabalho até que outra pessoa me venha substituir”,afirmou então, num discurso que muitos interpretaram como um sinal de rutura com a estrutura diretiva.
No dia seguinte, o clube confirmou oficialmente a saída de Rúben Amorim, num desfecho que, segundo a imprensa inglesa, foi consequência direta de um conflito interno que já se arrastava e que atingiu o ponto de não retorno na semana do jogo com o Leeds.











