O clima de tensão entre o Sporting e o jornal O JOGO atingiu o ponto de rutura, com a direção do diário desportivo a denunciar publicamente uma série de atos que classifica como atentados à liberdade de imprensa e ao direito de informar.
Bloqueio do Sporting a jornalista d’ O JOGO motiva queixa à ERC
A polémica estalou este sábado, quando a jornalista Catarina Domingos foi impedida de entrar no pavilhão leonino para cobrir o clássico de basquetebol entre Sporting e FC Porto, que os dragões venceram. O clube, sob a presidência de Frederico Varandas, terá alegado um corte de relações para negar a acreditação à profissional, uma decisão que o jornal considera “grave e inaceitável”.
Em resposta, O JOGO confirmou que irá avançar com exposições oficiais para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), para o Sindicato dos Jornalistas e para a Federação Portuguesa de Basquetebol. O diretor do jornal, Nuno Vieira, acusa o Sporting de tentar condicionar o trabalho editorial através de represálias que violam os princípios fundamentais do jornalismo.
O “Caso Hjulmand” no centro da retaliação leonina
Na origem desta “guerra” está a notícia publicada pelo jornal a 1 de fevereiro, que revelava a verdadeira razão da ausência de Morten Hjulmand frente ao Nacional. Enquanto o clube apontava “razões pessoais”, O JOGO noticiou que o capitão estava desagradado com a recusa de uma proposta de 40 milhões de euros do Atlético de Madrid. A informação, que nunca foi desmentida pelo clube ou pelo jogador, terá sido o rastilho para o bloqueio mediático.
Desde então, o Sporting terá cancelado uma entrevista com o andebolista Kiko Costa em cima da hora e proibido os seus assessores de prestar informações ao jornal. Para O JOGO, estas atitudes de “censura” por parte da direção de Frederico Varandas são uma tentativa de punir a verdade jornalística, reiterando que o jornalismo “não se submete a interesses nem ajusta o momento da publicação ao calendário desportivo”.









