Presidente do Comité de Arbitragem da FIFA analisou o polémico golo anulado nos 16 avos de final do Mundial e aponta o momento que terá sido determinante para a decisão do VAR
A polémica em torno do Portugal-Croácia ainda está longe de desaparecer. O encontro dos 16 avos de final do Campeonato do Mundo terminou com uma vitória portuguesa por 2-1, mas foi o lance do empate croata, anulado já depois dos festejos, que mais discussão gerou.
Josko Gvardiol chegou a colocar a bola no fundo da baliza de Diogo Costa, numa jogada que parecia devolver a igualdade à equipa orientada por Zlatko Dalic. No entanto, a intervenção do VAR levou o árbitro norueguês Espen Eskas a invalidar o golo, depois de a análise tecnológica ter detetado uma infração na origem da jogada.
A decisão baseou-se nos dados recolhidos pelo microchip instalado no interior da bola. A tecnologia terá identificado um toque anterior de Igor Matanovic, que acabou por colocar o avançado croata em posição irregular antes de a bola prosseguir até ao defesa-central. O detalhe tornou-se especialmente controverso porque o contacto não é percetível nas repetições televisivas.
Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, voltou agora a analisar o lance e defende que a decisão tomada pela equipa de arbitragem foi correta. O antigo árbitro italiano explicou que os dados fornecidos pelo sistema revelaram dois momentos distintos de contacto.
“O gráfico fala claramente. Há um pico quando toca na cabeça do avançado croata, seguido de uma linha reta, e um outro pico, quando toca nas costas do defesa de Portugal. Dado que o sistema não deteta contactos com o cabelo, o pico é determinado pelo contacto com a cabeça”.
A explicação surge numa extensa entrevista concedida à edição deste domingo da Gazzetta dello Sport, na qual Collina abordou alguns dos lances mais polémicos do Campeonato do Mundo. Entre eles esteve precisamente o duelo entre Portugal e Croácia, marcado por um final dramático e por uma decisão tecnológica que continua a suscitar dúvidas entre os adeptos.
Apesar de o toque ser praticamente impercetível através das imagens disponíveis, a leitura feita pelo sistema de deteção instalado na bola terá sido determinante para confirmar a irregularidade. Para Collina, os dados tecnológicos são claros e sustentam a anulação do golo que poderia ter levado o encontro para outro desfecho.
According to the data provided by Connected Ball Technology housed within the @adidasfootball Trionda, the official match ball of the @FIFAWorldCup, it was proven that contact was made by Croatia's #20 Igor Matanović in the build up to the goal against Portugal, allowing the… pic.twitter.com/AyBz11N3wV
— FIFA Media (@fifamedia) July 3, 2026









