A tensão entre a UEFA e Gianni Infantino, que tem estado sob fogo cerrado, está a ganhar uma nova dimensão e já chega às próximas eleições para a presidência da FIFA. Na frente da “mesa de apostas”, está a ser apontado um dos dirigentes europeus como um potencial candidato capaz de enfrentar verdadeiramente o atual líder da entidade máxima do futebol mundial, que tem sido “alvo” de duras críticas, principalmente depois da conclusão do Mundial.
Al-Khelaïfi ganha força no meio da crise com Infantino
O nome do presidente do PSG ganha força precisamente no momento em que a relação entre a FIFA, a UEFA e várias estruturas do futebol europeu atravessa uma fase particularmente tensa. No centro da polémica está o plano apresentado pela FIFA para criar a FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária controlada pela própria entidade que agregará operações comerciais e de eventos. O projeto prevê a possibilidade de entrada de investidores externos e pretende aumentar significativamente as receitas destinadas ao desenvolvimento do futebol.
A proposta provocou fortes reações porque vários organismos alegam não ter sido consultados antes do anúncio. A UEFA tem criticado duramente o processo e agendou uma reunião de emergência, marcada para hoje, com as suas federações para discutir uma resposta conjunta. A FIFA, por seu lado, sustenta que continuará a deter o controlo integral sobre a governação do futebol, as competições, o calendário e as decisões desportivas. O plano está ainda sujeito à aprovação das 211 federações-membro.
UEFA vê Nasser Al-Khelaifi como o candidato ideal para derrotar Gianni Infantino na presidência da FIFA, mas o próprio Al-Khelaifi nega qualquer ambição no cargo, segundo o Politico. pic.twitter.com/c1GmH5VYo5
— Onze Contra Onze (@11contra11pt) July 30, 2026
Presidente do PSG critica falta de consulta
Já Nasser Al-Khelaïfi, que se pronunciou entretanto sobre a proposta, através da estrutura que lidera no futebol europeu, afirmou ter tomado conhecimento do plano através da comunicação social e defendeu uma participação mais abrangente das diferentes partes envolvidas na discussão sobre o futuro económico do futebol.
«Tive conhecimento desta proposta da mesma maneira que a maioria dos intervenientes do futebol mundial: sem aviso prévio e através dos meios de comunicação».
Al-Khelaïfi defendeu também “uma consulta mais rigorosa” e processos de gestão “mais rigorosos e transparentes”, numa posição que o coloca entre as figuras de maior relevo a contestar a forma como a iniciativa foi apresentada. A EFC, que representa os clubes europeus e é presidida pelo dirigente qatari, tem mantido uma relação institucional com a FIFA, mas a proposta de Infantino abriu uma nova frente de discussão.
Infantino prepara nova candidatura
Por outro lado, Gianni Infantino já confirmou que pretende procurar um novo mandato na presidência da FIFA. O dirigente garantiu em abril que avançaria para a reeleição e a FIFA indicou posteriormente que mais de 200 das 211 associações-membro tinham manifestado apoio à sua candidatura. A eleição está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat. É neste contexto que Al-Khelaïfi aparece como uma das opções mais fortes, embora, neste momento, não exista qualquer indicação de que tenha decidido entrar na corrida.
UEFA procura alternativa, mas candidato ainda não existe
O interesse dos dirigentes europeus em Al-Khelaïfi deve, por isso, ser entendido como uma tentativa de encontrar uma figura capaz de reunir apoios suficientes para enfrentar Infantino e não como uma candidatura formal já lançada. O empresário qatari tem uma posição particularmente influente no futebol internacional: lidera o PSG, preside à EFC e integra estruturas de decisão do futebol europeu. A sua capacidade de diálogo com clubes e instituições faz dele um nome considerado relevante num eventual processo de oposição ao atual presidente da FIFA.










