Com Dick Advocaat no comando, a seleção caribenha derrotou a Jamaica por 2-0 e está cada vez mais próxima de uma presença inédita no Mundial 2026.
Curaçau continua a desafiar todas as previsões e a escrever uma das histórias mais inspiradoras da qualificação da CONCACAF para o Mundial 2026. A seleção insular venceu a Jamaica por 2-0, na madrugada deste domingo, e assumiu a liderança do Grupo B, com sete pontos somados em três jornadas.
O triunfo, alcançado no Estádio Ergilio Hato, reforça o estatuto de equipa sensação das Caraíbas e mantém vivo o sonho de uma primeira presença num Campeonato do Mundo.
Gorré volta a brilhar e Advocaat soma experiência à ambição
Os golos foram apontados por Livano Comenencia e Kenji Gorré, antigo avançado de Nacional, Estoril Praia e Boavista, que voltou a ser decisivo com a camisola da seleção azul-celeste.
A equipa é orientada pelo veterano Dick Advocaat, um dos treinadores mais experientes do futebol europeu, com passagens por clubes como PSV, Rangers e Zenit, e presença nos Mundiais de 1994 e 2006 ao serviço dos Países Baixos. O neerlandês, de 77 anos, tem sido apontado como o principal responsável por transformar Curaçau numa seleção organizada, competitiva e com mentalidade vencedora.
Um país pequeno, um sonho gigante
Com pouco mais de 150 mil habitantes, Curaçau é uma das menores nações a disputar a fase de apuramento, mas o entusiasmo é gigantesco. O futebol tornou-se uma causa nacional e cada jogo é acompanhado com fervor no arquipélago.
A seleção caribenha nunca participou num Mundial, mas esta campanha pode mudar tudo. Nas próximas jornadas, Curaçau terá de enfrentar Trindade e Tobago, Bermudas e novamente Jamaica, encontros que decidirão o destino histórico da equipa.
O sonho das Caraíbas ganha força
O alargamento do Mundial para 48 seleções oferece novas oportunidades a equipas emergentes, e Curaçau quer aproveitar ao máximo essa chance. Caso consiga o apuramento, o país tornar-se-á uma das menores nações de sempre a marcar presença num Campeonato do Mundo, apenas superada pela Islândia, que se qualificou em 2018.
Por agora, a ilha vive em clima de festa, acreditando que o impossível pode estar prestes a tornar-se realidade.







