Passaram 33 dias desde o desaparecimento de Francisca Sousa, de 44 anos, e a comunidade local manifesta uma crescente frustração pela ausência de uma operação de busca visível, enquanto a Polícia Judiciária investiga a tese de crime.
A pergunta ecoa pelas ruas de Tabuaço e domina as conversas nos cafés: “Onde estão as buscas?”. Trinta e três dias depois do misterioso desaparecimento de Francisca Sousa, a comunidade desta vila no distrito de Viseu sente-se abandonada e exige respostas. A ausência de uma operação visível no terreno para encontrar a mulher brasileira, de 44 anos, está a gerar um clima de angústia e desconfiança.
O caso, que começou na noite de 20 de junho, continua envolto em mistério. Francisca desapareceu pouco depois de sair de casa para uma tarefa tão simples como despejar o lixo. Desde esse momento, não foi mais vista nem contactada, deixando para trás apenas o silêncio e um rasto de perguntas por responder.
Um Sentimento de Abandono na Comunidade
Em Tabuaço, uma vila onde todos se conhecem e onde Francisca vivia e trabalhava há dois anos, a falta de equipas de busca, drones ou GNR no terreno é incompreensível para muitos. Os populares sentem que, com o passar dos dias, a esperança de encontrar respostas se esvai, e a inação aparente das autoridades agrava a dor.
“Não vejo qualquer tipo de investigação nem buscas,” lamenta um morador, um sentimento que reflete a frustração geral da população que anseia por ver um esforço concreto para localizar a sua conterrânea.
PJ Investiga em Silêncio
Enquanto a comunidade clama por ação visível, a investigação oficial prossegue longe dos olhares públicos. O caso está nas mãos da Polícia Judiciária (PJ), que desde o início trabalha com o cenário de crime como a hipótese mais provável. As autoridades acreditam que o desaparecimento de Francisca Sousa não foi voluntário.
No âmbito da investigação, o namorado da vítima, um cidadão português que reside a mais de 300 quilómetros de distância, já foi interrogado. O homem declarou às autoridades estar de “consciência tranquila” relativamente ao caso.
Apesar dos esforços da PJ, que atua em sigilo para não comprometer a investigação, ainda não foram divulgadas pistas ou avanços concretos. Para a população de Tabuaço, este silêncio, contrastando com a ausência de buscas no terreno, é difícil de aceitar. A comunidade continua a aguardar, na esperança de que as suas perguntas sobre o paradeiro de Francisca sejam finalmente respondidas.








