O primeiro Grand Slam do ano, o Open da Austrália, sobe a fasquia financeira e reforça a igualdade de prémios.
O ténis mundial entra em 2026 com um sinal inequívoco de força e poder financeiro. O Open da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, vai distribuir um prize money recorde de 111,5 milhões de dólares australianos, tornando-se a edição mais generosa de sempre do torneio disputado em Melbourne. Um crescimento expressivo que confirma a tendência de valorização económica do circuito e reforça o estatuto do ténis como um dos desportos globais mais lucrativos. Agendado para decorrer entre 18 de janeiro e 1 de fevereiro, o Australian Open será o primeiro grande teste competitivo do ano e, simultaneamente, um poderoso incentivo financeiro para a elite mundial — e, principalmente, para os jogadores que lutam por se afirmar nos quadros principais.
Um aumento histórico
Comparativamente a 2025, quando o total de prémios rondou os 102 milhões de dólares australianos, a edição de 2026 representa um aumento de cerca de 15%, elevando a fasquia para valores nunca antes vistos no torneio. Em euros, o montante global aproxima-se dos 64 milhões, o que define bem a posição atual do do Open da Austrália no calendário internacional.
Os grandes vencedores do Open da Austrália — campeão e campeã de singulares — vão arrecadar 4,15 milhões de dólares australianos cada, cerca de 2,6 milhões de euros, mantendo a política de igualdade total entre os quadros masculino e feminino. Em 2025, recorde-se, Jannik Sinner e Madison Keys tinham recebido 3,6 milhões de dólares australianos, um valor já então considerado histórico.
Mais dinheiro também para quem cai cedo
Um dos pontos mais sublinhados pela organização prende-se com a distribuição mais abrangente dos prémios. Os jogadores eliminados na primeira ronda irão receber 150 mil dólares australianos, aproximadamente 86 mil euros, um aumento relevante que visa dar maior sustentabilidade às carreiras fora do top mundial. Craig Tiley, diretor executivo do Open da Austrália, justificou a decisão de forma clara: “Este aumento demonstra o nosso compromisso em apoiar as carreiras no ténis em todos os níveis.” Esta filosofia tem sido central na estratégia dos quatro Grand Slams, numa tentativa de responder às críticas recorrentes sobre as dificuldades financeiras enfrentadas por jogadores de ranking mais baixo.
One point and one million dollars at stake against some of the biggest names in tennis – we are HYPED for the 1 Point Slam 🤩
— #AusOpen (@AustralianOpen) December 30, 2025
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Uma tendência global nos Grand Slams
O crescimento do prize money do Open da Austrália, em Melbourne insere-se num movimento mais amplo. Roland Garros, Wimbledon e US Open têm vindo igualmente a reforçar de forma consistente os seus prémios. O exemplo mais marcante continua a ser o US Open, que em 2025 distribuiu 90 milhões de dólares, estabelecendo então um novo recorde histórico. Nessa edição, Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka receberam cinco milhões de dólares cada pela conquista do título, números que ajudaram a redefinir os patamares financeiros do ténis moderno.
Os prémios e o impacto no ranking financeiro dos jogadores
O efeito deste aumento de prémios sente-se diretamente nas contas dos protagonistas do circuito. Em 2025, Carlos Alcaraz terminou como o tenista masculino com mais ganhos em prémios monetários, acumulando 21 milhões de dólares, fruto de oito títulos e dos bónus associados aos ATP 500 e Masters 1000. Jannik Sinner fechou o ano logo atrás, com cerca de 19 milhões de dólares, enquanto no circuito feminino foi Aryna Sabalenka, número um mundial, quem liderou com 15 milhões de dólares em prémios. Iga Swiatek, então número dois, somou cerca de 10 milhões.
Um arranque de 2026 com ambição e pressão
Com este enquadramento financeiro, o Open da Austrália 2026, ganhar em Melbourne nunca valeu tanto — em prestígio, pontos e agora, mais do que nunca, em retorno financeiro. O Australian Open assume-se como símbolo de uma nova realidade: o ténis global cresce, paga melhor e exige ainda mais de quem quer estar no topo.










