Fernando Madureira, conhecido como “Macaco”, regressou esta quarta-feira ao Tribunal da Relação do Porto sob forte escolta policial.
O antigo líder da claque Super Dragões, que cumpre prisão preventiva há cerca de dois anos, marcou presença na audiência de julgamento dos recursos relativos às condenações da Operação Pretoriano, proferidas em julho passado.
A sessão serviu para que os advogados de defesa contestassem os argumentos do Tribunal de São João Novo, que condenou Madureira a uma pena de três anos e nove meses de prisão efetiva.
A tese da defesa: “Hostilidade” vs. “Ordens Operacionais”
O casal Madureira e outros arguidos, como Vítor Catão e os “Aleixo”, requereram uma audiência presencial para rebater a convicção dos juízes de primeira instância sobre a existência de um plano criminoso para intimidar sócios do F. C. Porto na Assembleia-Geral de 13 de novembro de 2023.
A defesa baseia o seu recurso em dois pontos centrais:
- As mensagens de WhatsApp: Argumentam que as conversas nos grupos da claque não eram “ordens operacionais”, mas sim “declarações genéricas de hostilidade”.
- A motivação: Sustentam que a intenção do grupo era exclusivamente evitar uma “humilhação pública” de Pinto da Costa, então presidente do clube, e não arquitetar uma agressão deliberada aos sócios.
Fernando Madureira pede agora a absolvição ou, em última instância, a substituição da prisão efetiva por uma pena suspensa.
O contexto da “Operação Pretoriano”
O caso remonta aos incidentes de violência ocorridos na última Assembleia-Geral de Pinto da Costa como presidente. Na altura, a juíza de primeira instância descreveu a atuação da claque como uma tentativa de impor uma “ditadura” dentro do clube através do medo.
Madureira, que se encontra detido desde janeiro de 2024, aguarda agora a decisão dos juízes desembargadores, que terão de decidir se as mensagens trocadas no WhatsApp são prova de um crime organizado ou apenas uma manifestação de apoio exacerbado à antiga direção.








