Pedro Neto foi o jogador escolhido para fazer a antevisão do duelo entre Portugal e a Colômbia, da terceira jornada do Grupo K do Mundial 2026. O internacional português falou da ambição da Seleção, da concorrência no ataque, da amizade com Francisco Trincão e deixou um aviso para o desafio frente aos colombianos.
Pedro Neto falou do sonho do Mundial à amizade com Trincão
Pedro Neto assumiu que conquistar o Mundial continua a ser o grande objetivo do grupo e garantiu que todos os jogadores se sentem preparados para assumir a titularidade. Além disso, destacou a forte ligação com Trincão e considerou que Portugal terá de igualar ou superar a intensidade da Colômbia para terminar a fase de grupos no primeiro lugar.
Sente que está a explodir neste Mundial?
“Primeiro, queria deixar uma palavra as vítimas do sismo na Venezuela. Sim, espero que seja o momento para explodir e poder ajudar a equipa num momento tão importante e num jogo tão difícil.”
“É um motivo de orgulho e um sonho de criança. Infelizemente falhei o Mundial em 2022. Agora quero, acima de tudo, aproveitar o Mundial e ajudar a levar o troféu para Portugal.”
Em que posição mais gosta de jogar?
“Já no clube tenho essa polivalência. Sinceramente sinto-me mais confortável quando jogo mais à direita. Mas só quero ajudar a equipa onde for preciso.”
“Qualquer jogador está pronto para ser titular. O míster tem mostrado que faz muita rotativade e todos sentem que têm um papel importante. Essa é uma das forças desta equipa. Todos sabem que podem ajudar e essa mentalidade que temos de manter.”
Relação com Francisco Trincão
“Não há competição, há uma grande amizade. Já vem desde o tempo em que partilhávamos a carrinha no Sp. Braga. Não consigo estar ao pé dele sem estar a rir. Está sempre a fazer asneiras. É essa competição saudável que temos. Queremos ambos jogar e damos tudo aqui na Seleção.”
Colômbia?
“Vamos enfrentar um adversário que ficou de fora do Qatar e foi finalista da Copa América. A palavra-chave é resiliência e sabemos que os vamos ter de igualar ou superar nesse aspeto.”
Contas de Portugal?
“Sendo sincero, às vezes olhamos para o que aconteceria se ficássemos em 2.º ou 3.º. Mas com a nossa mentalidade portuguesa só queremos ganhar e ficar em primeiro.”
O mais bonito do grupo?
“O grupo ficou contente pelo Cristiano. Todos sabemos da importância que tem para ele fazer golos. Quanto à segunda pergunta, não sei qual é a admiração. Penso que é uma opinião unânime no grupo.”
“Acho que não foi raiva. Queríamos fazer ainda melhor. Acho que até entrámos bem no primeiro jogo e depois deixámos cair, mas no segundo já conseguimos manter. Sobre sermos candidatos, acho que todas as equipas podem ser candidatas. Temos de nos focar e dar o nosso melhor.”
Ter uma mentalidade de ‘peste’ é o que lhe dá força?
“Sim, acho que sim, deu-me força nos duelos e no um contra um. Quando faltar alguma coisa o que não pode faltar é atitude. Isso vem muito daquilo que vivi ao longo dos anos e espero que assim se mantenha.”
Teve duas lesões muito graves no Wolverhampton. Chegou a pensar que seria impossível estar num Mundial?
“Sim, foi muito difícil. Felizmente hoje estou aqui. Sempre acreditei que um dia ia estar aqui e felizmente consegui.”
“Eu acho que é normal que as coisas não estivessem bem depois do primeiro jogo. Temos uma mentalidade vencedora e é normal que tivéssemos ficado abatidos. Penso que usámos isso como gatilho para conseguirmos ganhar e ajudou-nos, sem dúvida.”
“Sabemos que vamos enfrentar mais calor e um estádio com muitos colombianos. Mas, acima de tudo, temos de estar focados na nossa essência e identidade para passar o grupo no 1.º lugar.”
“Penso que tem sido no trabalho. Temos trabalhado cada vez mais para melhorar outros aspetos. Em relação a outros jogos do Mundial, admito que vejo jogos para além do nossos.”
“Queremos muito ajudar o Cristiano a conseguir esse objetivo. Seria muito bom dar-lhe esse último gosto.”
Ficou contente por ver Raúl Jiménez marcar?
“Sim, claro. Dou-me muito bem com ele e fico contente por vê-lo a marcar golos”.
O que espera da Colômbia?
“Espero um jogo muito vivo, com muita garra. Eu gosto muito disso e acho que as pessoas também, até por isso tem havendo uma demanda tão grande de bilhetes. Acima de tudo é desfrutar desse tipo de ambiente e sair vencedor.”
Luis Diaz é o melhor jogador da Colômbia?
“Diaz tem sido o mais falado, mas não podemos esquecer que Muñoz já marcou dois golos. Depois de temos de nos focar em nós e no nosso jogo.”
O que ainda tem para melhorar no seu jogo?
“Ainda sou muito novo, tenho muitas coisas para atingir e quero melhorar em todos os aspetos do meu jogo.”
O que significa ter o Neymar no Mundial?
“É um jogador que marcou muito a minha geração e o facto de ter sido mais aplaudido que os golos diz muito. Marcou muito a minha infância.”
“O que eu trago dessa experiência foi o jogo com o Flamengo, na atmosfera porque os adeptos brasileiros estavam em peso e é isso tipo de experiências que temos de transportar.”
Qual foi o maior desafio depois de uma semana difícil?
“Não sou dado a essas coisas. Passei uma semana muito tranquila. Obviamente que não foi fácil depois de não termos ganho à RD Congo, mas aproveitei muito tempo com a minha família e com amigos e depois dei tudo dentro de campo.
Termina a conferência











