Pedro Proença garantiu esta quarta-feira que a Federação Portuguesa de Futebol já está focada no futuro e quer implementar uma “nova cultura de vitória” após o Mundial 2026. O presidente da FPF assumiu que o objetivo passa por construir uma nova identidade, com ambição renovada e os olhos postos nos próximos desafios da Seleção Nacional.
“Queremos continuar a ganhar”
Durante a cerimónia de assinatura de protocolos de cooperação com a Câmara de Faro e a Associação de Futebol do Algarve, Pedro Proença deixou clara a intenção de mudar a forma como a Federação encara o futuro. “O Campeonato do Mundo de 2026 terminou. E hoje aqui afirmamos com clareza: os nossos olhos já estão postos no futuro. Estamos a construir uma nova identidade, um novo caminho, uma nova ambição”, afirmou.
O dirigente reforçou ainda que a FPF pretende implementar uma “nova cultura de vitória”, assente em ideias renovadas e numa visão mais exigente e moderna. “Queremos continuar a ganhar. A FPF procura agora implementar uma nova cultura de vitória. Renovada, refrescada, com novas ideias e uma visão ainda mais exigente e mais moderna”, sublinhou.
Essa ambição já está direcionada para o Mundial 2030, competição que será organizada por Portugal, Espanha e Marrocos. Pedro Proença defendeu que este é o momento para unir os territórios, reforçar parcerias e projetar o futebol português com confiança e ambição.
Descentralização continua a marcar estratégia
As declarações surgiram em Faro, onde foram assinados novos protocolos de cooperação entre a FPF, o município e a Associação de Futebol do Algarve, dando continuidade à estratégia de descentralização já implementada em cidades como Viseu, Leiria, Porto e Coimbra. O objetivo passa por promover o desenvolvimento do futebol, futsal, futebol de praia, walking football e esports em todo o país.
Pedro Proença destacou ainda o papel das autarquias no crescimento do futebol português, considerando que os municípios representam a verdadeira base da modalidade. Na mesma cerimónia, o presidente da Câmara de Faro, António Pina, defendeu que “é preciso conseguir que o futebol dos milhões chegue ao futebol dos tostões”, enquanto João Pedro Gomes, líder da Associação de Futebol do Algarve, destacou o novo máximo histórico de mais de 10 mil praticantes na região durante a última época.











