O australiano venceu com autoridade a corrida sprint do GP do Qatar de F1 e reduziu ligeiramente a diferença para Norris, numa prova onde Verstappen voltou a sentir dificuldades e a McLaren reforçou o seu momento decisivo no Mundial.
A corrida sprint do GP do Qatar de F1, disputada este sábado, trouxe poucas ultrapassagens mas muitas implicações para a fase final do Mundial de F1. Oscar Piastri foi o grande vencedor em Losail, dominando de forma controlada as 19 voltas e colocando pressão extra sobre Lando Norris numa luta pelo título que está cada vez mais apertada.
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Piastri imperturbável: liderança segura e ritmo constante
Desde a largada ficou claro que Piastri tinha tudo sob controlo. O australiano da McLaren arrancou bem, segurou George Russell e, logo nas primeiras voltas, tratou de abrir mais de um segundo para quebrar o DRS do britânico. Com apenas uma zona de DRS e um traçado repleto de curvas rápidas, a estratégia resultou de imediato: Russell nunca voltou a ameaçar a liderança. Piastri cruzou a meta com 4,9 segundos de vantagem, somando pontos preciosos e reduzindo a diferença no campeonato para 22 pontos — precisamente numa altura em que a McLaren precisa que ambos os pilotos estejam na luta direta com Verstappen.
Norris no pódio, Verstappen sem resposta
Lando Norris completou o pódio, mas nem tudo foi simples para o britânico. Chegou a ser pressionado por Max Verstappen no início da corrida, após uma excelente largada do neerlandês, que contou com a cedência estratégica de Yuki Tsunoda para assumir o quarto lugar. Porém, o campeão em título depressa se deparou com um obstáculo maior: a falta de ritmo.
O Red Bull voltou a mostrar fragilidades no GP do Qatar de F1, obrigando Verstappen a lidar com vibrações, queixas de quiques e dificuldades no terceiro setor — precisamente onde Norris se distanciou e garantiu o pódio. Sem capacidade de resposta, Max teve de se contentar com o quarto posto, uma posição que não ajuda na sua tentativa de recuperar terreno na luta pelo campeonato.
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Tsunoda e Antonelli: punições e recuperação no meio do pelotão
O meio do pelotão trouxe uma narrativa própria. Yuki Tsunoda viveu uma corrida dupla: boas manobras e um excelente quinto lugar em pista, mas também uma penalização de 5 segundos por limites de pista. A Ironia? Andrea Kimi Antonelli, que herdou a posição, também foi punido, devolvendo o quinto posto ao japonês — o seu melhor resultado pela Red Bull. Mais atrás, Fernando Alonso, Carlos Sainz, Isack Hadjar e Alexander Albon fecharam o top-10, com Hadjar a continuar um fim de semana extremamente sólido.
Ferrari afunda-se
A Ferrari voltou a sofrer num circuito que expõe as suas limitações aerodinâmicas. Charles Leclerc terminou apenas em 13.º, depois de várias perdas de posição e um erro que quase o atirou para fora dos pontos. Lewis Hamilton, num fim de semana particularmente difícil, ficou em 17.º, sem ritmo e sem capacidade de recuperação.

Uma sprint sem fogo-de-artifício
A sprint do GP do Qatar de F1 pode ter sido previsível na pista, mas também não o deixou de ser na classificação. Piastri continua a reafirma-se como um candidato direto, Norris segurou pontos importantes e Verstappen voltou a ser confrontado com limitações inesperadas num Red Bull que deixou de ser o carro dominante de 2023. Com o campeonato a aproximar-se do desfecho, a McLaren parece estar a gerir melhor a pressão. A verdade é que se no domingo a corrida do GP do Qatar de F1 seguir o mesmo padrão, poderemos estar presentes de um final de temporada ainda mais imprevisível do que muitos já antecipavam.











