“Presidente dos presidentes” faleceu a 15 de fevereiro de 2025
Passou exatamente um ano desde que o universo portista recebeu uma das notícias mais dolorosas da sua história. A 15 de fevereiro de 2025, pelas 20h35, o FC Porto confirmou oficialmente a morte de Jorge Nuno Pinto da Costa, figura maior do clube e amplamente reconhecido como o “presidente dos presidentes”. Tinha 87 anos e lutava há vários anos contra um cancro da próstata de natureza maligna, doença que o próprio assumira publicamente.
Sócio durante 71 anos, com mais de seis décadas de ligação aos órgãos sociais e 42 anos consecutivos na presidência, Pinto da Costa deixou um legado irrepetível no desporto português. Na edição especial dedicada à efeméride, André Villas-Boas presta um testemunho emotivo sobre a perda do seu antecessor e sobre a dimensão histórica da sua obra.
O choque inicial rapidamente deu lugar a uma mobilização espontânea dos adeptos. Junto à porta 24 do Estádio do Dragão nasceu um memorial improvisado, iniciado com uma imagem do antigo líder acompanhada pela frase “Eu luto 24 horas pelo FC Porto”. O espaço transformou-se num vasto jardim azul e branco, preenchido por cachecóis, bandeiras, camisolas, flores e milhares de mensagens deixadas por adeptos. Até a equipa principal expôs temporariamente alguns dos troféus conquistados durante a presidência de Pinto da Costa.
Mais de dez mil objetos foram posteriormente recolhidos e integrados num memorial permanente instalado no corredor interno do estádio, agora incluído nas visitas ao museu e ao recinto. Todos os anos, a 28 de dezembro, data do aniversário do histórico dirigente, a entrada nesse espaço é gratuita. Na inauguração, o memorial recebeu mais de 14 mil visitantes, incluindo familiares próximos.
O funeral ficou marcado por uma cerimónia profundamente simbólica: o cortejo passou pelo Dragão, com a urna colocada no centro do relvado, rodeada por 17 dos principais troféus nacionais e internacionais conquistados sob a sua liderança. Um momento de grande emoção que coincidiu, de forma insólita, com um sismo sentido em Lisboa.
Desportivamente, o primeiro ano sem Pinto da Costa foi difícil. O clube terminou a época sem conquistar títulos no futebol e fechou a participação no Mundial de Clubes abaixo das expectativas, o que levou a nova mudança técnica. Com a chegada de Francesco Farioli e uma primeira volta de campeonato histórica, a esperança regressou aos adeptos. Contudo, o luto voltou a atingir a família portista com a morte de Jorge Costa, a 5 de agosto de 2025.
Na madrugada de hoje, às 00h42, o clube assinalou a data com um espetáculo de drones visível no exterior do Dragão. Esta tarde, a equipa entrará em campo com uma camisola especial com um emblema evocativo do antigo presidente, incluindo o seu nome e as datas 1937-2025. O objetivo é regressar às vitórias no campeonato, frente ao CD Nacional, e dedicar o triunfo à memória do dirigente.
Empossado a 23 de abril de 1982, seis dias depois de ser eleito sem oposição como sucessor de Américo de Sá, Pinto da Costa liderou o clube durante 15 mandatos consecutivos, num total de 15 356 dias. Segundo contas oficiais, nesse período o FC Porto conquistou 2 594 títulos em 21 modalidades, 69 dos quais no futebol sénior masculino, incluindo sete troféus internacionais — números que consolidam um legado sem paralelo no desporto nacional.




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