O desporto de inverno está a ser abalado por uma das polémicas mais invulgares da história do olimpismo.
O que começou por ser um rumor lançado pelo jornal alemão Bild ganhou agora contornos de escândalo confirmado: atletas de saltos de esqui e combinada nórdica estarão a manipular a sua própria anatomia genital para ganhar uma vantagem competitiva crucial através da largura dos fatos.
O esquiador austríaco Mika Vermeulen decidiu quebrar a “lei do silêncio” e revelou, num podcast norueguês, que a batota é uma prática comum e sofisticada entre os saltadores que procuram “voar” mais longe.
A física da batota: Quanto mais largo, melhor
Nos saltos de esqui, a aerodinâmica é tudo. A Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) utiliza scanners 3D para medir os atletas e garantir que os fatos não são excessivamente largos, o que funcionaria como um paraquedas invertido ou uma asa, aumentando a sustentação no ar.
O ponto de referência para estas medições é a zona inguinal (entrepernas). É aqui que entra o lado insólito: quanto mais baixo for esse ponto, mais tecido é permitido no fato. Para enganar os sensores, os atletas recorrem a métodos extremos:
- Injeções de Ácido Hialurónico: Atletas estarão a aumentar o volume do órgão genital para forçar uma medição que permita um fato mais folgado.
- Quilos de Plasticina: “Enchiam as cuecas com quilos de plasticina para obter uma zona inguinal maior”, denunciou Vermeulen.
- Fita Adesiva: O esquiador revelou que saltadores experientes ensinam os novatos a prender o pénis com fita adesiva para reduzir a distância entre as pernas nas medições oficiais, garantindo um fato com mais “vela”.
Uma “cultura perigosa” de impunidade
Mika Vermeulen, que participou nos Jogos Olímpicos de Pequim 2022, não poupou críticas aos seus colegas e à própria FIS. Para o austríaco, o sistema atual de cartões e suspensões curtas (apenas duas provas) é um convite à fraude.
“Cria-se uma cultura em que é aceitável procurar brechas. No esqui de fundo respeitamos 100% as regras, mas no salto de esqui prefere-se assumir o risco, pensando que se algo correr mal, é perfeitamente aceitável”, lamentou Vermeulen, exigindo suspensões por longos períodos para quem é apanhado nestes esquemas.
A solução da FIS: Olhar para os ossos
A Federação Internacional já admitiu estar a par destas “estratégias”. Matthias Hafele, chefe de equipamentos da FIS, confirmou que estão a ser estudados novos métodos de medição. A grande mudança passará por ignorar os tecidos moles (fáceis de manipular com injeções ou enchimentos) e focar as medições do scanner 3D na estrutura óssea dos atletas, algo impossível de alterar artificialmente para ganhar milímetros de vantagem.
Até lá, a modalidade tenta limpar a imagem de um desporto onde, aparentemente, o tamanho — e a forma como é manipulado — se tornou um fator decisivo para chegar ao pódio.








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