O ciclista esloveno da UAE Emirates carimbou mais uma vitória esta temporada, antes do arranque do Tour de France.
Pogacar preparado para o Tour
Tadej Pogacar carimbou mais uma semana de domínio com vitória na última etapa da Volta à Suíça, bem como com a conquista da classificação geral da prova, no último teste antes do Tour de France.
O ciclista esloveno falou com os jornalistas no final do dia, que classificou como “brutal”: “O percurso era muito duro e a equipa fez um super trabalho. Ficou mais difícil a cada volta que fizemos, e no fim foi dar tudo. A Decathlon tentou impor um ritmo forte na última subida, por isso eu só tentei continuar e seguir esse ritmo até ao topo. Foi um dia brutal e super quente”.
O campeão do mundo revelou, depois, estar feliz pela vitória, e por poder ir ter com Urska Zigart, sua noiva que, durante a prova feminina, sofreu uma queda grave.
A terminar, refletiu sobre a importância da corrida rumo ao Tour de France: “Foi bom. O Tour vai ser assim, provavelmente, com muito calor e muito elevação antes da última subida. Foi bom testar as pernas, o coração, os pulmões, tudo, na última subida. Dei tudo e foi muito muito duro, mas a subida até é agradável.”
“Agora vamos descansar um pouco em casa, fazer um pouco de trabalho específico, e depois vamos para Barcelona, vai ser rápido”, atirou Pogacar, a terminar a sua conversa com os jornalistas, no final da etapa.
Pogacar mete medo aos rivais
Para além de ter ganho na Suíça, o esloveno também concedeu uma entrevista ao L’Équipe, recentemente, onde olhou já em direção ao Tour, e meteu medo nos rivais, com uma revelação sobre os treinos para a Grande Boucle, numa subida onde costuma testar as pernas, tal como tinha feito em 2025.
“Pensei: ‘Wow, nunca vou mais vou conseguir ir tão rápido como esta vez’. Este ano, por diversão, voltei lá no final do campo de altitude, e no fim fui significativamente mais rápido. Por isso sim, de uma perspetiva de treino, diria que estou mais forte”.
“Estes cinco dias foram intensos, rápidos e quentes. Uma preparação muito boa para o Tour”, rematou o esloveno.
Lenny Martínez rendeu-se às evidências
Quem assistiu de perto à última vitória de Pogacar, e pode provar estes melhoramentos na condição do esloveno, foi Lenny Martinez, colega de Afonso Eulálio na Bahrain-Victorious.
O ciclista francês seguia isolado na frente da corrida, quando o campeão do mundo atacou e começou a apanhar os homens da fuga, um a um, rumo a mais um triunfo. Martinez foi o último a ser alcançado, já no último quilómetro, mas não resistiu ao ritmo do esloveno.
“Há alguma desilusão. Acho que se tivesse mais 10 ou 15 segundos, tinha chegado à parte plana, e podia ter funcionado, mas estive na fuga o dia todo. Tentei. Pense que podia ganhar, se estivesse um pouco mais forte, mas as coisas são assim”, começou por explicar o francês.
Martinez prosseguiu: “Fico contente por me ter tranquilizado. As pernas estiveram bem. Dia a dia, vão ficando melhores. Comecei esta Volta mal, mas vejo que as coisas estão melhores e que estou a recuperar o meu nível.”
“O Tadej vence muitas corridas, era isso que ele queria fazer hoje. É complicado mas é o que é, é o ciclismo. Não lhe ia pedir para me deixar ganhar. Conseguia ver que ele ia ganhando tempo aos poucos, não tudo de uma vez, o que significa que o meu nível esteve lá. Dei tudo, não podia ter feito mais”, rematou o gaulês.








