A Volta à França arranca já no próximo sábado, dia 4 de julho, e os grandes candidatos já lançaram a corrida. Nelson Oliveira também vai à procura de recorde.
Pogacar diz-se pronto para atacar o 5º Tour de France
Tadej Pogacar, campeão em título, começou por avaliar o seu maior rival, explicando que não considera Vingegaard o única candidato a roubar-lhe a vitória, e apontando até para Isaac Del Toro como possível vencedor. Sobre a rivalidade com o dinamarquês, disse: “Penso que nos elevamos, um ao outro, a novos patamares todos os anos. Veremos até onde vamos este ano”.
“Sinto-me muito bem. Apenas 16 dias de corrida, mas os quilómetros de treino também contam. Foram muitos, por isso penso que estamos prontos”, atirou, de seguida, sobre o estado de forma antes da Grand Départ.
O campeão do mundo acrescentou, depois, alguns detalhes sobre a preparação para a corrida: “Era suposto ir aos campeonatos nacionais, mas infelizmente as coisas não correram como planeado. O mais importante foi estar em casa e passar algum tempo juntos”.
“Este ano, penso que é mais ou menos como no ano passado. O Isaac é um membro muito importante desta equipa. O nosso objetivo é vencer a Volta a França e vamos tentar alcançá-lo. Não será uma corrida fácil, mas temos muitas táticas”, atirou, de seguida, Pogacar, já abordando a corrida.
Vingegaard já bateu “o melhor de sempre” e pode voltar a fazê-lo
Jonas Vingegaard volta a ser o maior rival de Tadej Pogacar na luta pela camisola amarela. O ciclista dinamarquês, campeão do Tour de France por duas ocasiões, reconhece o esloveno como “provavelmente, o melhor corredor de sempre”, mas explica que isso serve de “motivação e confiança” para voltar a batê-lo na Volta a França.
“Saí do Giro em boa forma e pude começar a preparar o Tour muito rapidamente”, atirou, de seguida, terminando com a dúvidas sobre o estado de forma depois de correr a primeira Grande Volta do ano.
“A UAE tem uma equipa muito, muito forte. Têm um alinhamento muito forte e, na minha opinião, nós também. Em vez de nos focarmos nos pontos fortes deles, tentamos focar-nos nos nossos. Construímos aqui uma equipa em que eu acredito e em que a equipa realmente acredita”, atirou, de seguida, o líder da Visma | LAB.
O dinamarquês terminou, a explicar que se sente “melhor e mais forte”, e até “mais feliz a nível mental”, depois das mudanças na preparação para o Tour este ano, e admitiu que a vitória no Giro tira alguma pressão mas que a Volta a França continua a ser o grande objetivo da equipa.
Paul Seixas: “A prioridade continua a ser a classificação geral”
O adolescente francês é a grande novidade desta edição do Tour. Depois de explodir no último ano, Paul Seixas surge já como um dos favoritos ao pódio, e promete estrear-se em Grande Voltas para lutar pela classificação geral.
“Claro que se quer sempre ganhar, mas é o Tour de França, é uma nova experiência. Primeiro, tenho de ganhar alguma experiência no Tour antes de poder dizer que o quero vencer. Já ganhei corridas, mas isto é diferente. Quero ver o meu nível de desempenho”, começou por apontar.
No entanto, o prodígio não tem medo de dizer ao que vai: “A prioridade continua a ser a classificação geral. Em que posição, ainda não sei. Veremos. Mas não vou correr riscos por nada que não seja a classificação geral…”
Terminou com elogios à equipa, e com a confissão de que tem algumas questões sobre como o corpo se vai adaptar aos 21 dias de competição, uma vez que nunca correu mais do que 8 dias consecutivos a nível profissional.
Remco Evenepoel: “Claro que queremos estar no pódio”
Remco Evenepoel surge novamente no Tour de France, com nova equipa e com novo treinador. Vai correr ao lado de Florian Lipowitz, alemão que fechou a edição de 2025 no terceiro lugar.
O belga começou por abordar a mudança de treinador: “Para mim, foi a melhor decisão não voltar a competir, pois tive muito tempo para me preparar de uma boa forma. Precisei de mudar de treinador depois da Liège, e penso que essa foi também uma grande razão pela qual não participei em mais nenhuma corrida, para garantir que conseguiria trabalhar bem com o meu novo treinador”.
“Ele é uma pessoa especial como ser humano, mas penso que, como treinador, trabalhamos bem juntos. Para mim, foi uma abordagem diferente, claro. Foi também por isso que quisemos fazer a mudança o mais depressa possível. […] Por enquanto, tudo tem corrido muito bem. Penso que os primeiros dois meses foram bons, por isso espero que continue assim por muitos mais anos”, complementou o campeão olímpico.
Evenepoel terminou, com uma declaração de intenções: “Claro que queremos estar no pódio. Mas, seja ele [Lipowitz] ou eu, penso que se o fizermos de uma boa forma, sem esta energia negativa, é bom para ambos e para a equipa. Ambos queremos muito fazer o que já fizemos no passado, que é estar no pódio atrás do Tadej e do Jonas”.








