A situação de Nuno Espírito Santo no West Ham está cada vez mais precária, e o mais recente foco de tensão não vem apenas dos resultados desportivos, mas de um comportamento no relvado que gerou indignação na estrutura do clube.
Segundo revela o jornal The Guardian, os dirigentes dos Hammers ficaram profundamente insatisfeitos com a forma como o técnico português confraternizou com os jogadores do Nottingham Forest (sua antiga equipa) após a derrota de terça-feira por 2-1.
Sorrisos que caíram mal
Num momento em que o West Ham atravessa uma crise profunda — 10 jogos consecutivos sem vencer —, a imagem de Nuno Espírito Santo a distribuir sorrisos e abraços a jogadores como Morato ou Morgan Gibbs-White perante os adeptos desapontados foi vista como uma falta de sensibilidade.
A direção do clube londrino considera que, embora o reencontro com antigos pupilos seja normal, as manifestações de afeto deveriam ter ocorrido no túnel de acesso aos balneários e não à vista de todos. Para os responsáveis do clube, o cenário atual de luta contra a despromoção exige uma postura mais contida e focada na frustração do resultado negativo.
O “fantasma” da indemnização
Apesar da crescente contestação e da perda de confiança nas capacidades de Nuno para salvar a equipa, o técnico português parece estar “seguro” por uma questão financeira invulgar.
De acordo com a imprensa inglesa, a direção liderada por David Sullivan hesita em avançar para o despedimento devido ao custo das indemnizações. Caso Nuno saia, seria o terceiro treinador indemnizado no espaço de apenas três meses, depois das saídas de Julen Lopetegui (janeiro) e Graham Potter (setembro).
Números da crise:
- Série negativa: 10 jogos sem ganhar.
- Situação na tabela: Proximidade perigosa com os lugares de despromoção.
- Histórico recente: 3 treinadores desde o início da temporada.
Com o ambiente em “ponto de ebulição”, o próximo jogo poderá ser decisivo para o futuro do técnico português em Londres, numa altura em que a margem de erro é inexistente.









