Presidente da câmara da capital espanhola prestou declarações à imprensa espanhola, e comentou a eliminação do clube da sua cidade.
Crítica à UEFA por “vontade pré-determinada e dirigida a prejudicar o Atlético de Madrid”
José Luis Martínez-Almeida, presidente da Câmara de Madrid, prestou declarações à imprensa espanhola, no final do encontro com o Arsenal, que ditou a eliminação dos colchoneros da Liga dos Campeões. O político não ficou nada agradado com a arbitragem do encontro, e deixou duras críticas à UEFA.
“Quando vi o sorteio, pensei que nos calhou o Arsenal e enganei-me, calhou-nos jogar contra a UEFA. E a UEFA deixou claro que não queria que o Atlético Madrid estivesse na final da Champions. É incompreensível que tenham colocado um árbitro alemão quando Espanha e Alemanha estão a disputar o quinto lugar da Champions. A quem lembra, salvo à UEFA, colocar um árbitro alemão como árbitro principal e árbitro do VAR? E ontem houve lances que não mostram que o árbitro seja mais ou menos mau, mas, na minha opinião, uma vontade pré-determinada e dirigida a prejudicar o Atlético Madrid”, começou por explicar o presidente da câmara de Madrid.
José Luis Martínez-Almeida prosseguiu: “É incompreensível que não haja uma única imagem do fora de jogo de Giuliano, quando é um penálti claríssimo o que depois acontece. Vimos posteriormente nas redes sociais que não era fora de jogo e que saiu do seu campo. Num jogo transmitido por tantas câmaras de televisão, por que razão a produção televisiva não dá uma repetição para mostrar se é fora de jogo ou não? Porque não era fora de jogo e não quiseram reconhecer isso. [Noutro caso] É clamoroso, o árbitro apita uma vez que Griezmann cai [na área do Arsenal], a falta de Pubill não existe e portanto… e depois o tempo de compensação é a clara confirmação de que o árbitro queria que esse jogo acabasse o mais rápido possível e que o Arsenal fosse a Budapeste e não o Atlético Madrid”.
“Os ‘atléticos’ estão orgulhosos da nossa equipa porque competiu, não contra o Arsenal, mas contra a UEFA. E ao Arsenal podes ganhar em 180 minutos, mas à UEFA não vais ganhar. A UEFA colocou toda a maquinaria para que o Atlético Madrid não passasse esta eliminatória e o árbitro foi o executor dessa vontade”, atirou, a terminar, o político espanhol.
Noutras declarações prestadas sobre o mesmo tema, voltou a reafirmar as críticas: “Os últimos cinco minutos do jogo foram vergonhosos e embaraçosos do ponto de vista de uma competição desportiva séria. Jogou-se menos de um minuto e meio dos cinco minutos e 33 segundos [de compensação]. Vimos jogadores do Arsenal a lançar bolas para as bancadas e o cartão [amarelo] foi para o Koke (…) Voltaremos, estou certo, é isso que nos caracteriza. Por muitos golpes que recebamos, estou certo de que voltaremos”.











