A Espanha chega à final do Mundial 2026 com uma campanha defensiva praticamente irrepreensível, mas há um dado que coloca Portugal em destaque. A seleção nacional foi a equipa que mais perigo conseguiu criar frente aos espanhóis, superando todos os restantes adversários que defrontaram a formação de Luis de la Fuente.
Portugal destacou-se
Segundo os dados do FotMob, Portugal terminou o encontro dos oitavos de final com 0,63 golos esperados (xG), tornando-se a única seleção a ultrapassar a marca dos 0,5 xG frente à Espanha. Apesar da derrota por 1-0, a armada lusa foi quem mais ameaçou a baliza defendida por Unai Simón.
Os números ajudam a explicar a dimensão desse registo. Em sete jogos, a Espanha sofreu apenas um golo, permitiu somente 11 remates enquadrados com a baliza e concedeu um total de apenas 2,14 golos esperados aos adversários, confirmando a consistência defensiva demonstrada ao longo de todo o torneio.
Muralha espanhola
Além da solidez coletiva, Unai Simón entrou para a história dos Mundiais ao atingir uma sequência de 649 minutos sem sofrer golos, entre as edições de 2022 e 2026. O guarda-redes espanhol manteve a baliza inviolada em seis dos sete encontros disputados nesta edição da competição.
A estabilidade da linha defensiva também foi determinante para o percurso da seleção espanhola. Aymeric Laporte, Pau Cubarsí e Marc Cucurella foram sempre titulares, enquanto Pedro Porro assumiu definitivamente o lado direito da defesa na fase a eliminar, contribuindo para uma campanha que coloca a Espanha na final do Mundial com uma das melhores defesas da prova.











