A bandeira de Portugal volta a marcar presença nos desportos de neve.
De 6 a 22 de fevereiro, os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 recebem o trio nacional composto por José Cabeça e pelos irmãos Vanina e Emeric Guerillot, repetindo o número de participantes de Pequim’2022.
Em declarações à revista SÁBADO, os protagonistas desta comitiva lusa revelaram histórias de superação que transcendem o desporto, desde a aprendizagem autodidata até ao domínio das montanhas francesas.
José Cabeça: Do YouTube para a elite do esqui de fundo
Aos 29 anos, o eborense José Cabeça prepara-se para os seus segundos Jogos Olímpicos de Inverno. Em entrevista, o atleta acredita que o seu percurso “há-de dar um filme”. Natural de Évora, José aprendeu a esquiar sozinho, recorrendo a vídeos no YouTube apenas dois anos antes da sua estreia olímpica em 2022.
- Evolução Incrível: Em Pequim terminou em 88.º, mas reduziu drasticamente a distância para o topo (de 11 para apenas 3 minutos).
- Ambição: “Espero retirar-me com uma medalha em 2034”. Para já, o foco em Itália é o Top 40 nas provas de sprint (dia 10) e 15 km (dia 13).
Vanina Guerillot: A recordista da maturidade
Aos 23 anos, Vanina Guerillot faz história como a primeira mulher portuguesa a competir em dois Jogos Olímpicos de Inverno. Nascida em França, mas com raízes familiares em Guimarães, a esquiadora revelou que se sente muito mais tranquila do que na estreia em Pequim.
- Foco: Depois do 43.º lugar em 2022, Vanina quer “desfrutar e fazer o seu esqui” sem a pressão do passado.
- Estilo de Vida: Além de atleta, é instrutora de esqui e estudante de Fisiologia, dividindo-se entre a adrenalina do parapente e o trabalho artesanal em madeira.
Emeric Guerillot: A adrenalina contra o frio
O benjamim da equipa, Emeric Guerillot (18 anos), estreia-se nos Jogos Olímpicos de Inverno em Itália nas disciplinas de Super G, Slalom Gigante e Slalom. À SÁBADO, confessou que o seu maior inimigo é o frio extremo dos fatos de competição: “Muitas vezes só queremos que os treinos terminem antes de congelarmos”.
- Especialidade: O seu ponto forte é a velocidade do Super G, onde espera terminar no Top 30.
- Consciência: Estudante de Ciências da Terra, Emeric utiliza a sua plataforma para alertar sobre o recuo dos glaciares, algo que testemunha diariamente nos treinos.
O futuro: Pavilhão no Seixal como “ponto de viragem”
Pedro Flávio, presidente da Federação de Desportos de Inverno, explicou à SÁBADO que o futuro de Portugal no gelo será marcado pela construção do Pavilhão de Desportos de Inverno no Seixal, com conclusão prevista para 2027. Este equipamento permitirá que os atletas tenham condições iguais às de potências como França ou Alemanha, abrindo portas para modalidades como o curling e o hóquei no gelo.
A grande esperança para os Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver 2030 é Adele Vankerschaver, de 13 anos, que reside em Ponte de Lima e lidera atualmente o ranking mundial de snowboard na sua idade.
A Sombra do Doping
Estes Jogos Olímpicos de Inverno começam já marcados pela polémica do doping e de “alterações corporais”. O mundo aguarda para ver se as suspeitas se verificam ou, se pelo contrário, e felizmente, temos um Jogos Olímpicos de Inverno “limpos”.








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