Seleção Nacional mede forças com os croatas nos 16 avos de final do Mundial 2026, num duelo marcado pela experiência e pela renovação
Portugal já conhece o adversário que terá pela frente nos 16 avos de final do Mundial 2026. O empate sem golos diante da Colômbia garantiu à equipa das quinas o segundo lugar do Grupo K e ditou um reencontro com a Croácia, seleção que tem deixado marca nos grandes palcos internacionais da última década.
O histórico entre portugueses e croatas sorri claramente à equipa nacional. Em dez encontros realizados, Portugal venceu por sete ocasiões, empatou duas vezes e sofreu apenas uma derrota, registada num jogo particular disputado em 2024. A memória mais marcante continua a ser a dos oitavos de final do Euro 2016, resolvidos apenas no prolongamento graças ao golo decisivo de Ricardo Quaresma.
Passaram dez anos desde esse duelo a eliminar, mas algumas referências mantêm-se intactas. Cristiano Ronaldo continua a ser uma das figuras centrais da Seleção Nacional, enquanto Luka Modric permanece como a grande referência croata. Aos 40 anos, o médio, atualmente ao serviço do Milan, voltou a fazer história neste Mundial ao tornar-se o jogador mais velho de sempre a assistir para golo numa fase final, contribuindo para a vitória por 2-1 diante do Gana.
A Croácia chega a esta fase da competição numa fase de transição. Depois de alcançar a final do Mundial de 2018 e de terminar no terceiro lugar em 2022, a equipa orientada por Zlatko Dalic vive aquilo que poderá ser a despedida de várias figuras históricas. Modric, Perisic, Budimir, Kramaric e Kovacic continuam a assumir protagonismo, mas coexistem com uma nova geração que começa a ganhar espaço.
Josko Gvardiol, aos 24 anos, já é visto como uma das vozes de liderança do grupo, apesar de um percurso individual menos conseguido neste torneio. Na defesa surge também Vuskovic, de apenas 19 anos, depois de uma temporada em destaque no Hamburgo. No meio-campo, Luka Sucic e Petar Sucic representam a renovação, enquanto Baturina, médio ofensivo de 23 anos, chega embalado pelos oito golos apontados ao serviço do Como em 2025/26.
O percurso croata na fase de grupos foi marcado por uma evolução gradual. A estreia terminou com uma derrota por 4-2 frente à Inglaterra, num encontro em que os croatas chegaram empatados ao intervalo, mas não conseguiram acompanhar o ritmo imposto pelos ingleses na segunda parte. Apesar do desaire, Livakovic evitou números mais pesados com uma exibição de grande nível.
Seguiu-se um triunfo sofrido sobre o Panamá por 1-0, graças a um golo de Budimir, num jogo de poucas oportunidades e escassa criatividade ofensiva. Na derradeira jornada, a Croácia voltou a revelar dificuldades, mas encontrou em Modric a inspiração necessária para ultrapassar o Gana. O veterano médio mostrou que “velhos são os trapos” ao desenhar um cruzamento perfeito para Vlasic assinar o 2-1 definitivo.
Com seis pontos somados, apenas um abaixo da Inglaterra, os croatas asseguraram o segundo lugar do Grupo L e marcaram encontro com Portugal. O duelo está agendado para a meia-noite de 2 para 3 de julho e promete colocar frente a frente duas seleções habituadas a competir nos momentos decisivos das grandes competições.










