A FIFA voltou a confiar em João Pinheiro para um dos jogos de maior mediatismo do Mundial 2026. O árbitro português foi nomeado para dirigir o Argentina vs Suíça, dos quartos de final, encontro marcado para a madrugada de sábado para domingo, e continua a reforçar o estatuto entre a elite da arbitragem internacional.
Nova nomeação para um dos jogos mais mediáticos
O juiz de 38 anos, natural de Vila Nova de Famalicão, será acompanhado pelos assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia, enquanto o canadiano Drew Fischer desempenhará as funções de quarto árbitro. A presença no duelo da campeã mundial Argentina representa mais uma demonstração de confiança por parte da FIFA.
Além do prestígio desportivo, a nomeação traduz-se também num novo prémio financeiro. Cada árbitro principal recebe 9.200 euros por encontro na fase a eliminar, pelo que João Pinheiro voltará a aumentar os ganhos acumulados desde o arranque da competição.
Quanto já ganhou no Mundial?
Só pela presença na fase final do Mundial, o árbitro português recebeu 87 mil euros. A esse valor juntaram-se 2.750 euros pelo encontro entre Suíça e Bósnia-Herzegovina, na fase de grupos, e mais 2.300 euros pelo desempenho como quarto árbitro noutro encontro da mesma fase.
A nomeação para o Canadá vs África do Sul, nos 16 avos de final, acrescentou mais 9.200 euros à conta do português. Agora, com o Argentina vs Suíça dos quartos de final, João Pinheiro garante novo prémio de 9.200 euros, ultrapassando assim os 110 mil euros arrecadados nesta edição do Mundial.
Um lugar na história da arbitragem portuguesa
Este será o terceiro jogo de João Pinheiro no Mundial 2026, tornando-se apenas o terceiro árbitro português a dirigir três encontros numa fase final da competição, depois de Olegário Benquerença, em 2010, e Pedro Proença, em 2014.
O árbitro português torna-se igualmente o terceiro juiz nacional a arbitrar um encontro dos quartos de final de um Campeonato do Mundo, seguindo as pisadas de Carlos Valente, em Itália 1990, e Olegário Benquerença, na África do Sul 2010. Portugal volta, assim, a afirmar-se entre a elite da arbitragem internacional, 12 anos depois da última presença lusa num Mundial.











