O aumento recorde dos prémios monetários não foi suficiente para travar a contestação dos principais tenistas do circuito. Depois do protesto iniciado em Roland Garros, várias das maiores figuras do ténis mundial preparam novas ações durante Wimbledon, embora Novak Djokovic continue a seguir um caminho diferente da maioria.
Um protesto que continua
Apesar de Wimbledon distribuir este ano um valor recorde de 74,4 milhões de euros em prémios, os jogadores entendem que a fatia das receitas que lhes é destinada continua aquém do desejado. Por isso, os melhores tenistas masculinos e femininos planeiam limitar as conferências de imprensa obrigatórias a apenas 15 minutos durante a primeira semana do torneio.
O limite escolhido não é por acaso. Os 15 minutos simbolizam os cerca de 15 por cento das receitas dos torneios do Grand Slam atualmente destinados ao prize money. Os jogadores pretendem que essa percentagem aumente para, pelo menos, 16 por cento, além de exigirem maior influência nas decisões dos torneios e melhores condições no fundo de benefícios.
Djokovic mantém posição
Em Roland Garros, nomes como Aryna Sabalenka, Jannik Sinner e Iga Swiatek aderiram ao protesto, reduzindo o tempo das conferências de imprensa. Novak Djokovic, porém, optou por não participar nessa ação e tudo indica que voltará a manter essa posição em Wimbledon.
O sérvio, que frequentemente defende os direitos dos jogadores, entende que esta forma de protesto não é a mais adequada, diferenciando-se assim da maioria das principais figuras do circuito.
Borges já conhece o prémio mínimo
Enquanto decorre esta batalha fora dos courts, os jogadores já sabem quanto podem ganhar no terceiro Grand Slam da temporada. Os campeões de singulares vão arrecadar 4,17 milhões de euros, enquanto qualquer tenista eliminado na primeira ronda receberá mais de 92 mil euros.
Entre os portugueses, Nuno Borges já tem entrada direta assegurada no quadro principal e conhece esse prémio mínimo. Jaime Faria continua a lutar pela qualificação, enquanto Francisco Cabral disputará a competição de pares, tal como Borges, que fará dupla com o colombiano Nicolás Barrientos.









