O presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reagiu esta sexta-feira ao arquivamento do processo de inquérito que lhe tinha sido instaurado na sequência de uma denúncia apresentada por Duarte Gomes. Luciano Gonçalves garantiu que continuará a desempenhar as suas funções e defendeu que as pessoas devem ser julgadas pelos factos e pela prova, rejeitando as suspeições levantadas durante o processo.
Reação após o arquivamento do processo
Numa publicação nas redes sociais, Luciano Gonçalves afirmou ter recebido a decisão do Conselho de Justiça da FPF “com serenidade e com o profundo respeito” pelas instituições e respetivos órgãos jurisdicionais. O dirigente recordou ainda que, desde o primeiro momento, rejeitou todas as suspeições que lhe foram dirigidas e salientou ter sido o próprio a solicitar às entidades competentes a apreciação do caso.
O presidente do Conselho de Arbitragem admitiu que o processo teve um forte impacto na sua vida pessoal e familiar, apesar de as alegações não terem sido comprovadas. “Numa sociedade de direito, as pessoas devem ser julgadas pelos factos e pela prova, e não por vaticínios, rumores, interpretações ou especulações”, escreveu, agradecendo ainda a todos os que confiaram na sua integridade durante este período.
Polémica teve origem em denúncia de Duarte Gomes
O processo de inquérito teve origem numa denúncia apresentada por Duarte Gomes, depois de o antigo árbitro se ter demitido do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem. Na altura, alegou que um árbitro lhe tinha transmitido “um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes”, levando à abertura da investigação por eventual infração disciplinar.
Após analisar o caso, o Conselho de Justiça da FPF decidiu arquivar o processo por considerar não existirem indícios suficientes da prática de qualquer infração disciplinar. Na reação à decisão, Luciano Gonçalves considerou encerrado este capítulo no plano desportivo e garantiu que continuará a exercer as suas funções “com o mesmo sentido de responsabilidade, independência e dedicação”, mantendo o foco na preparação da nova época e no desenvolvimento da arbitragem.








