Em entrevista A Bola
A APAF apresentou igualmente uma participação disciplinar contra António Silva, defesa do Benfica, devido às declarações proferidas após o encontro com o Casa Pia. A associação admite que não é comum avançar com queixas envolvendo futebolistas, uma vez que estas situações surgem mais frequentemente com dirigentes ou treinadores. No entanto, desta vez, a tomada de posição foi motivada pela referência a uma “arbitragem condicionada”.
Segundo explicou a APAF, a decisão resultou da análise realizada pelo departamento jurídico da associação, que avalia todas as afirmações públicas, entrevistas ou conteúdos que possam, de algum modo, atingir a credibilidade da arbitragem. Caso seja identificado fundamento para intervenção, o processo é encaminhado para o Conselho de Disciplina.
A associação reforça que o critério é sempre o mesmo, independentemente de se tratar de um jogador, técnico, presidente ou outro responsável. O importante é que exista matéria suficiente para justificar o envio do caso às instâncias disciplinares.
O departamento jurídico da APAF é composto por três especialistas ligados ao direito desportivo, escolha que, segundo a entidade, garante um exame rigoroso das situações. O número ímpar de elementos serve também para evitar empates nas decisões internas. A APAF sublinha ainda que a maior parte dos processos enviados tem resultado em punição, o que, na sua perspetiva, comprova a qualidade e a precisão do trabalho realizado.
Questionado sobre as palavras proferidas por Mário Branco, diretor-geral do Benfica, dirigidas ao árbitro Gustavo Correia após o jogo com o Casa Pia, o responsável da APAF não deixou margem para dúvidas.
Segundo afirmou, este tipo de comportamentos exige sanções “têm de ser sempre mais pesadas, porque são declarações que não são bem-vindas de ninguém, muito menos de uma pessoa que tem uma responsabilidade acrescida para com o futebol.”










