Reinaldo Teixeira saiu em defesa de Pedro Proença na polémica relacionada com os processos disciplinares do Benfica, garantindo que não acredita que o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol tenha interferido enquanto liderava a Liga Portugal. Em entrevista à Renascença, o dirigente assegurou ainda confiar na imparcialidade dos instrutores e pediu esclarecimentos institucionais sobre o caso.
Defesa de Pedro Proença
Questionado sobre os áudios divulgados nas últimas semanas, Reinaldo Teixeira afastou qualquer suspeita de influência nos processos que envolveram o Benfica. “Não acredito que isso tenha acontecido. Não sei qual o conteúdo da conversa, não sei os detalhes e sinceramente não acredito, tal como eu, que também não o faço. Tenho por princípio acreditar nas pessoas até prova em contrário”, afirmou, lamentando igualmente que a situação tenha chegado ao espaço público.
O presidente da Liga Portugal fez ainda questão de defender a integridade da Comissão de Instrutores, sublinhando que “a Comissão de Instrutores, à data, tal como a de agora, são totalmente imparciais, são isentos, disso não tenho dúvidas”. Ainda assim, considera que Pedro Proença deve prestar um esclarecimento institucional sobre toda a polémica.
Liderança diferente e confiança na arbitragem
Na mesma entrevista, Reinaldo Teixeira assumiu que a sua forma de exercer o cargo é diferente da do presidente da FPF. Recordando um apoio público que deu a Francisco Carvalho nas eleições do Desportivo de Chaves, reconheceu: “Arrependi-me de o ter feito”, acrescentando que quem ocupa um cargo institucional deve separar as convicções pessoais das funções que desempenha. “Somos pessoas diferentes”, resumiu sobre a comparação com Pedro Proença.
O líder da Liga reforçou ainda a confiança na arbitragem portuguesa e no atual Conselho de Arbitragem, defendendo que o objetivo passa por garantir estabilidade antes do arranque da nova época. “A Liga Portugal é o principal cliente da arbitragem e o que nós desejamos e queremos é que haja a maior harmonia, a maior tranquilidade com os árbitros”, afirmou, acrescentando que mantém a mesma confiança na classe e que espera que o foco passe a estar “no bom desempenho e não no ruído que se criou”.










