Gianluca Prestianni – que foi defendido por históricos argentinos – quebrou o silêncio sobre as acusações de racismo de que foi alvo por parte de Vinícius Júnior. Em entrevista à imprensa argentina, o extremo do Benfica não deixou nada por dizer e agradeceu o apoio dos encarnados.
Prestianni: “Jamais fui racista”
“O que me doeu foi tratarem-me por algo que jamais fiz. Isso foi o que mais me custou. Mas felizmente estou muito tranquilo porque todas as pessoas que me conhecem sabem a pessoa que sou e isso basta-me. Estou muito agradecido ao clube [Benfica], que acreditou em mim e me apoiou em tudo”, afirmou Prestianni.
Naquilo que pode ser encarado como uma indireta a Vinícius Júnior e Mbappé, o argentino mostrou-se magoado: “Estão a chamar alguém de racista quando eu jamais o fui nem serei. É como se te estivessem a insultar apenas para te tirar do jogo. Jamais quis reagir nem vou reagir. Pelo contrário, a ideia é mostrar dentro de campo, a jogar.”
“É feio e dói muito”
“Punha-me a pensar no meu pai, na minha mãe, nos meus avós. Ouvirem dizer tantas coisas que não sou nem que aconteceram. É feio e dói muito, especialmente por causa deles. Eu estou habituado, sou jogador, as pessoas vão falar sempre, mas eles não estão habituado”, acrescentou o jovem, que tem dado bastante que falar.
Por fim, Prestianni revelou uma conversa com Mourinho e com o restante plantel: “Falei com ele e com os meus colegas para que ficassem tranquilos. Falava-se muito cá fora e os meus colegas podiam ficar confusos ou sentir-se afetados. Eu tenho colegas da mesma cor de pele que o Vinícius e nunca houve nada, pelo contrário. Depois queriam tratar-me como homofóbico. Queriam criar confusão”.








