Jovem argentino lembra momentos de adaptação na Luz, afasta polémicas sobre a sua continuidade e promete lutar pelo sucesso de águia ao peito
A aproveitar os últimos dias de férias na Argentina antes do regresso a Portugal, Gianluca Prestianni fez um balanço da sua experiência europeia e deixou claro que o futuro passa pela continuidade no Benfica. Numa entrevista concedida à Velez670 Radio, o extremo de 20 anos recordou a sua evolução, a importância de José Mourinho e a ambição de conquistar títulos de encarnado.
O internacional jovem argentino revelou que, durante o mercado de inverno, o River Plate demonstrou interesse na sua contratação, mas garantiu que nunca esteve diretamente envolvido nas negociações. “Em janeiro o River tentou contratar-me. Mas foram conversas entre eles e o Benfica. Eu não falei com ninguém. Mas falei com o Mourinho e, graças a essa conversa, continuo na Europa. Quero triunfar lá”, explicou.
Sobre a relação com o treinador português, Prestianni não escondeu a admiração pelo impacto que este teve no seu crescimento enquanto jogador. “Via o Mourinho na televisão e pude tê-lo como treinador no Benfica. Sabe comandar o grupo, dá-se bem com todos os jogadores. Tenta sempre estar a par de tudo, para apoiar-te. É um louco, no bom sentido. Ajudou-me muitíssimo a crescer, tanto no ofensivo e defensivo. Custava-me muito o tema defensivo e ajudou-me muitíssimo. Tornou-me num jogador mais completo”, afirmou, deixando ainda o desejo de que o técnico tenha “o melhor no Real Madrid”.
Apesar de reconhecer que a última temporada não correspondeu às expectativas coletivas, o argentino mostra-se motivado para o novo ciclo no clube da Luz. “Volto na terça-feira pela noite. Para fazer a pré-temporada. Temos dois amigáveis, com Flamengo e Villarreal. Só penso voltar ao Benfica, temos um treinador novo. Quero mostrar as minhas capacidades, estou focado nisso. Quero triunfar no Benfica. Ganhar mais coisas, esperemos competir na Liga Europa e ganhar”, disse.
Na fase inicial da sua passagem por Lisboa, o extremo admite que viveu momentos difíceis devido à falta de minutos, mas encontrou apoio em dois dos compatriotas mais experientes do balneário. “Ajudaram-me muito, porque eu queria voltar. Disseram-me para trabalhar”, recordou sobre Ángel Di María e Nicolás Otamendi, antes de elogiar o antigo campeão do mundo: “É uma loucura. Faz o que quer. É outro nível. Tudo simples. A humildade que tem, nunca imaginei. Tal como o Otamendi”.
Prestianni também recordou a emoção de disputar a Liga dos Campeões pelo Benfica, destacando a ligação especial dos adeptos ao clube. “Uma loucura. Quando estás no campo, além dos adeptos… O Benfica é um clube enorme. O estádio é uma loucura. Quando toca a música, cai-te tudo. Recordas tudo o que trabalhaste. Os adeptos são loucos. Se jogas mal, exigem-te. Insultos e tal…”, confessou.
Já sobre a seleção argentina, o jovem mostrou tranquilidade por ter ficado de fora da convocatória para o Mundial de 2026, sublinhando que encara o futuro com confiança. “Tenho 20 anos, tenho muito para dar ainda”, afirmou.
Entre as memórias mais marcantes da carreira, destacou ainda o primeiro treino ao lado de Lionel Messi, momento que viveu com nervosismo. “No primeiro rondo, ao lado dele… Até estava com medo de passar-lhe. Estava cagado!”, contou, entre risos.











