O processo de contraordenação relativo a Gianluca Prestianni – que é motivo de mudanças nas regras por parte da FIFA – continua em fase instrutória na Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD). A informação foi confirmada pelo organismo, que mantém em investigação os acontecimentos registados no encontro entre o Benfica e o Real Madrid.
Investigação independente em curso
O caso remonta a fevereiro, quando Vinícius Júnior alegou ter sido alvo de insultos durante a partida disputada no Estádio da Luz. O árbitro François Letexier interrompeu o jogo e ativou o protocolo antirracismo.
A APCVD esclareceu que o processo decorre de forma autónoma face às decisões de entidades como a UEFA, não tendo jurisdição sobre os respetivos processos disciplinares.
Decisão da UEFA e consequências
Entretanto, a UEFA já decidiu o caso a nível disciplinar, suspendendo Gianluca Prestianni por seis jogos, três dos quais com pena suspensa, por insultos homofóbicos, tendo arquivado a acusação inicial de racismo.
O jogador já cumpriu um jogo de castigo e terá de cumprir mais dois, podendo esses encontros ser realizados ao serviço da seleção argentina no Mundial 2026, caso venha a ser convocado para a competição.
Sanções ao Benfica
Na sequência dos incidentes, o Benfica foi também sancionado, com o fecho parcial do estádio, com pena suspensa por um ano, e uma multa de 40 mil euros devido ao comportamento dos adeptos.
A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto sublinhou ainda que o processo segue os trâmites legais previstos, com critérios de prova distintos dos aplicados nas instâncias desportivas internacionais.










