Todos os arguidos do processo conhecido como ‘Saco Azul’ foram absolvidos esta quinta-feira, na leitura da sentença no Tribunal Central Criminal, no Campus de Justiça, em Lisboa. Entre os visados estavam a SAD do Benfica, a Benfica Estádio e vários antigos dirigentes do clube.
Decisão após longa investigação
Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira e Miguel Moreira estavam entre os principais arguidos do ‘Saco Azul’, acusados pelo Ministério Público de crimes como fraude fiscal qualificada e falsificação de documentos, alegadamente em coautoria com outros intervenientes.
Também as sociedades Benfica SAD e Benfica Estádio enfrentavam acusações relacionadas com fraude fiscal, num processo que se prolongou ao longo de vários anos e que envolveu a análise de múltiplos documentos e operações financeiras.
Tribunal aponta dúvidas
Na fundamentação da decisão, o tribunal destacou a impossibilidade de determinar responsabilidades individuais, apesar de terem sido identificadas irregularidades. “No circuito do Benfica, fica a dúvida quanto ao que foi feito ou não foi feito ou se as faturas corresponderam a trabalhos executados”, referiu o juiz.
O coletivo acrescentou ainda que, do ponto de vista jurídico, não foi possível sustentar a existência de crime. “No limite, estamos a falar de uma contraordenação fiscal”, concluiu, encerrando assim um dos processos mais mediáticos ligados ao clube encarnado.
À saída do Campus de Justiça, Luís Filipe Vieira protagonizou ainda um momento inesperado, ao sofrer uma aparatosa queda. O antigo presidente do Benfica ficou visivelmente magoado e queixou-se de imediato do ombro, num episódio que acabou por marcar o final do dia.










