Os valores são astronómicos, a tecnologia é extrema e as novas regras da F1 prometem agitar os custos como nunca antes.
A F1 é o pináculo do automobilismo mundial. Mais do que um desporto, é um laboratório tecnológico ambulante onde cada décimo de segundo custa, literalmente, milhões. Mas afinal, quanto custa um carro de F1 nos dias de hoje — e o que vai mudar com o novo regulamento de 2026?

Quanto custa um carro de F 1atualmente?
Segundo estimativas amplamente aceites por publicações especializadas, um carro de Fórmula 1 completo custa, em média, cerca de 20 milhões de dólares, o que corresponde a aproximadamente 18,5 milhões de euros (à taxa de câmbio atual). Este valor não é fixo. Pode variar consoante:
- o nível de desenvolvimento tecnológico da equipa;
- o número de atualizações introduzidas ao longo da época;
- a capacidade interna de produção de componentes.
Um dado essencial: cerca de 75% do custo total está concentrado na unidade de potência, um dos sistemas mais complexos alguma vez criados no desporto motorizado.
O teto orçamental e o impacto nos custos
Desde 2021, a FIA implementou um teto de gastos para tentar equilibrar a competição e travar a escalada financeira.
- Limite orçamental em 2024: 135 milhões de dólares;
- Equivalente em euros: cerca de 125 milhões de euros;
Este valor exclui:
- salários dos pilotos;
- salários dos três executivos mais bem pagos;
- marketing e atividades comerciais;
Ou seja, cada acidente, cada peça partida e cada erro em pista têm impacto direto no desenvolvimento do carro.
Quanto custa cada componente de um carro de F1 (2024/2025)?
Em média, os principais elementos de um monolugar custam:
- Motor híbrido: ~15 milhões de dólares → 13,9 milhões de euros
- Chassis em fibra de carbono: ~650 mil dólares → 600 mil euros
- Sistema de telemetria e comunicações: ~100 mil dólares → 92 mil euros
- Volante multifunções: ~50 mil dólares → 46 mil euros
- Sistema Halo: ~17 mil dólares → 15,7 mil euros
- Jogo de pneus: ~3 mil dólares → 2 800 euros
- cada piloto usa entre 10 e 12 jogos por fim de semana
- Componentes aerodinâmicos: valores variáveis, mas facilmente na ordem das centenas de milhares de euros
Valores que, facilmente ajudam a compreender, a razão pela qual uma simples saída de pista pode custar à equipa o equivalente a um apartamento de luxo.
O que muda com o regulamento da F1 em 2026?
A temporada de 2026 marcará uma das maiores revoluções técnicas da história da F1. E com ela, vêm novos custos.
Principais mudanças confirmadas:
- Novo teto de gastos:
- 215 milhões de dólares → cerca de 198 milhões de euros
- Nova unidade de potência:
- 50% combustão interna;
- 50% energia elétrica;
- MGU-K passa de 120 kW para 350 kW;
- Eliminação total do MGU-H;
- Carros mais leves:
- menos 30 kg;
- peso mínimo: 768 kg;
- Dimensões reduzidas:
- menos 10 cm de largura;
- menos 20 cm de comprimento;
- Aerodinâmica ativa:
- asas móveis geridas eletronicamente para diferentes fases da corrida;
Tudo isto obriga a investimentos massivos em investigação e desenvolvimento, especialmente nas áreas de eletrónica, baterias e gestão térmica.
Quanto poderá custar um carro de F1 em 2026?
As estimativas mais conservadoras apontam para:
- Custo total por carro:
- mais de 25 milhões de dólares:
- cerca de 23 milhões de euros:
- Sistemas aerodinâmicos ativos:
- acréscimo potencial até 460 mil euros por carro:
- Chassis e materiais compostos:
- novos processos de fabrico para cumprir os limites de peso:
- Eletrificação avançada:
- investimento elevado em baterias, software e controlo energético:
Nas equipas de topo, estes valores podem ser ainda superiores.
Porque é que os carros de F1 são tão caros?
O preço de um monolugar resulta de vários fatores combinados:
- engenharia de ponta levada ao limite;
- materiais ultraleves e extremamente resistentes;
- desenvolvimento contínuo ao longo da época;
- personalização total para pilotos e circuitos;

A F1 funciona como uma espécie de laboratório tecnológico, antecipando soluções que, anos mais tarde, chegam aos automóveis de estrada — especialmente na área dos sistemas híbridos e da eficiência energética. Facto é que a F1 continuará a ser um desporto de números extremos. Em 2026, os carros serão diferentes, mais eficientes e tecnologicamente mais avançados — mas uma coisa não muda: cada centésimo de segundo continuará a valer uns largos milhões.











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