Remco Evenepoel continua a escrever história no desporto belga. O prodígio do ciclismo, agora com 25 anos, foi eleito este domingo Desportista do Ano na Bélgica pela quinta vez consecutiva, confirmando o seu estatuto de ícone nacional.
Numa operação relâmpago, o corredor voou de jato privado desde o estágio da sua nova equipa, a Red Bull-Bora-Hansgrohe, em Maiorca, para receber o galardão em Bruxelas, regressando a Espanha na mesma noite para não falhar os treinos.
Com este quinto triunfo, Evenepoel fica a apenas um passo de igualar o recorde histórico do lendário Eddy Merckx, que venceu o prémio seis vezes consecutivas entre 1969 e 1974.
O Ataque ao Recorde do “Canibal”
Evenepoel não escondeu a ambição de ultrapassar o maior nome da história do ciclismo. Com cinco troféus em sete anos de carreira profissional (falhou apenas nas épocas em que sofreu lesões graves), o objetivo para 2026 é claro.
“Não estou longe disso e ainda tenho alguns anos pela frente. É um bom objetivo para alcançar e ultrapassar. Seria maravilhoso e uma honra igualar um nome tão grande,” afirmou Evenepoel. “Quero tentar ser o melhor atleta que a Bélgica alguma vez conheceu.”
Nova Era na Red Bull e Planos para 2026
A cerimónia serviu também para abordar a sua mudança mediática da Soudal-QuickStep para a Red Bull-Bora-Hansgrohe. O belga mostrou-se “muito feliz” com a mudança, descrevendo a estrutura alemã como uma equipa que se adequa ao seu carácter e ambições.
Para a temporada de 2026, a estratégia será mais conservadora e focada:
- Calendário: Recusou a tentação de correr a Volta à Flandres ou o Giro d’Italia.
- Grandes Objetivos: Foco total no Tour de France (onde dividirá a liderança com Florian Lipowitz) e nos Mundiais de Estrada no Canadá.
- Estreia: Vestirá as cores da Red Bull pela primeira vez no Mallorca Challenge (prova de contrarrelógio por equipas), seguindo para a Volta à Comunidade Valenciana.
Um 2025 de “Altos e Baixos”
Apesar de ter vencido os títulos de contrarrelógio Belga, Europeu e Mundial em 2025, Evenepoel admitiu que a temporada passada foi de emoções mistas, marcada por um acidente no inverno que atrasou a sua preparação e por um abandono no Tour de France devido a fadiga, após ter vencido a etapa de Caen.
“Foi um ano de altos e baixos. Um bom começo, uma parte intermédia difícil e um final forte”, resumiu o campeão, que também foi distinguido pela Forbes Bélgica na lista ’30 Under 30′.









