Primeiro dia de competição na prova portuguesa trouxe muito espetáculo para as estradas.
Solberg é o primeiro líder do Rally de Portugal
O piloto sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris) lidera a 59.ª edição do Rally de Portugal, sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC), após o primeiro dos quatro dias de competição, que hoje terminou na Figueira da Foz.
Solberg terminou o dia com o tempo de 28 minutos e com 3,4 segundos de vantagem sobre o francês Adrien Fourmaux (Hyundai i20) e 3,8 sobre o campeão mundial, o também gaulês Sébastien Ogier (Toyota Yaris), que é terceiro.
Fourmaux foi o primeiro líder da prova portuguesa, ao vencer a especial de abertura, em Águeda/Sever.
Oliver Solberg, filho do antigo campeão mundial de 2003, Peter Solberg, respondeu no troço seguinte, em Sever/Albergaria, com 20 quilómetros de extensão. O jovem piloto de 24 anos foi o mais rápido e saltou para a liderança.
Uma liderança que manteve após a superespecial disputada na Figueira da Foz e que foi ganha pelo campeão mundial, Sébastien Ogier.
O piloto francês começou o dia de forma tímida e a perder cinco segundos para a concorrência, mas, depois de ter feito “uns ajustes no carro na segunda especial”, conseguiu melhorar.
“Não foi o começo ideal para nós. Sofremos bastante na primeira especial”, admitiu.
Fourmaux foi apenas o sexto na superespecial citadina da Figueira da Foz, depois de ter optado por poupar os pneus para sexta-feira.
“Decidimos montar pneus usados para esta especial de forma a poupar pneus novos para amanhã. Nesta prova, estamos um pouco limitados em termos de pneus macios”, explicou. Ainda assim, mostrou-se “contente com o início do rali”.
Solberg vai passar a noite na liderança da prova lusa, ele que regressou à categoria rainha do Mundial de Ralis após uma primeira experiência falhada com a Hyundai.
Depois de ter vencido na categoria Rally 2 em 2025, o piloto sueco tentou hoje “uma condução limpa e suave”.
“Não vamos ter assistência pelo que não queria tocar em nada. Foi bom para começar. Ainda falta muito para o final e todos os dias serão diferentes”, frisou o piloto da Toyota, que este ano já venceu em Monte Carlo.
O belga Thierry Neuville (Hyundai i20), campeão mundial em 2024, chegou à superespecial da Figueira da Foz na terceira posição, mas viu-se ultrapassado por Sébastien Ogier nos dois quilómetros cronometrados, perdendo um lugar no pódio por apenas dois décimos de segundo.
Logo atrás está o líder do Mundial, o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), a apenas um décimo de Neuville e a três de Ogier.
Segue-se o finlandês Sami Pajari (Toyota Yaris), na sexta posição, seguido do espanhol Dani Sordo (Hyundai i20), de regresso ao Campeonato do Mundo depois de ter conquistado o Campeonato de Portugal de Ralis em 2025.
Na sexta-feira, disputa-se o primeiro dia completo da competição, com os carros a irem para a estrada logo às 07:35.
Pela frente, os pilotos têm sete especiais cronometradas, em Mortágua (a abrir e a fechar o dia), Arganil (duas vezes), Góis e Lousã (duas vezes), com um total de 96,22 quilómetros cronometrados, antes do regresso à Exponor, em Matosinhos (Porto).
Hoje, os carros passam a noite na Figueira da Foz, sem acesso à assistência, tal como vai acontecer ao longo de sexta-feira, em que só haverá 15 minutos para acerto de pneus a meio do dia.
Ruben Rodrigues é o melhor português
O piloto açoriano Rúben Rodrigues (Toyota Yaris) é o melhor representante nacional na 59.ª edição do Rally de Portugal, sexta prova MUndial e segunda ronda do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), após o primeiro dia de prova.
O piloto da Toyota terminou o dia na 27.ª posição da geral provisória e com 5,9 segundos de vantagem sobre Gonçalo Henriques (Hyundai i20) e 10,3 sobre Armindo Araújo (Skoda Fabia).
“Foi uma boa especial. Tentámos dar algum espetáculo para o público. Estamos muito contentes”, disse Rúben Rodrigues, que chegou a esta prova na liderança do campeonato após a vitória no Rali Terras D’Aboboreira.
Gonçalo Henriques admitiu que estava “a dar o melhor”, mas que “não chega”. Ainda assim, o jovem piloto da Hyundai está na segunda posição entre os portugueses, 30.º da geral provisória.
Já Armindo Araújo luta por ser o melhor piloto nacional pela 14.ª vez.
“Fizemos os dois primeiros troços num bom ritmo, mas sem arriscarmos em demasia e perdemos alguns segundos que não pretendíamos”, começou por explicar.
Armindo Araújo admitiu que pretendia “estar na frente”, mas acredita estar “dentro da janela de tempo” que julga “ser possível lutar pela vitória no CPR”.
“Amanhã (sexta-feira), vamos continuar a lutar por isso. A previsão de chuva pode baralhar muito as escolhas das afinações e, por isso, vai ser uma etapa muito dura, onde teremos sete especiais basicamente sem assistência”, frisou.
José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon) terminou o dia como o quinto melhor português, atrás de Pedro Almeida (Toyota Yaris), depois de ter ficado sem travões.
“Perdemos os travões na última especial. Na primeira travagem pensei que não íamos conseguir parar”, contou, no final.
A etapa do CPR integrada no Rally de Portugal termina esta sexta-feira.











